quinta-feira, 19 de maio de 2011

[OFICINA] Dia 21 de Maio: Teste de Essência

O dia 21 se aproxima e, com ele, o TESTE DE ESSÊNCIA!

Talvez seja o dia mais aguardado do ano, já que é nele que descobriremos o arquétipo de cada um dos alunos.
E já que nesse sábado próximo falaremos apenas de arquétipo circense, decidi fazer um resumão explicativo para que as pessoas que perderam a aula do dia 31 de Abril fiquem por dentro.

Então, vamos aos Arquétipos. Antes de mais nada, é importante lembrar que na encenação circense trabalhamos com dois tipos de arquétipos: os Brancos e os Mascarados. Os Brancos caracterizam-se por possuírem uma veia mais "realista" (coloco entre aspas porque, como já estudamos, o circo NÃO é realista), enquanto os Mascarados são facilmente identificados por seus traços exagerados e levada cômica. Cada tipo de Arquétipo possui cinco essências. As essências brancas: Galã, Ingênua, Cínico, Dama-galã e Galã Central. E as mascaradas: Cômico, Baixo-cômico, Sobrete, Coquete e Caricato. Além dessas 10 principais, temos outras três "menores", cuja ocorrência não é tão recorrente e das quais não falaremos muito. Mesmo assim, vale lembrar: Galãzinho (uma espécie de versão masculina da Ingênua), Ingênua-cínica (uma Ingênua que sofreu muito e decidiu trilhar o caminho "do mal". Todas as maldades que ela faz se justificam por amor) e Galã-bandeja (não se trata exatamente de um arquétipo, mas mais de um tipo. Trata-se de um galã extremamente bonito, de corpo escultural, que era colocado em cenas de multidão ou festa - daí seu nome - para ser chamariz do público feminino).

Focaremos, então, nas 10 essências principais. São elas (todas as fotos são do espetáculo "A Mansão Veit", da Cia. Teatral Um Peixe):
         
GALÃ
Thiago Marangoni como Marcos
Normalmente, é o "mocinho" do espetáculo. Bonito, inteligente e sedutor. Em alguns momentos, cafajeste. Costuma dividir o protagonismo da peça com a Ingênua, com quem, na maioria das vezes, faz par romântico. Em geral, é o "herói" da trama, mas isso não impede que assuma outras funções, como a do Galã-cínico que inicia a intriga querendo algo em benefício próprio mas, no meio da história, conhece e se apaixona pela Ingênua, fazendo com que seus planos se modifiquem.

INGÊNUA
Gabrielly Negreti como Ivonete
Da mesma forma que o Galã, é a protagonista da história, a "mocinha". Bonita, recatada, de ar juvenil (mas nem sempre infantil) e aspecto frágil, costuma ser a vítima predileta dos Cínicos. Com isso, acaba se tornando sempre um dos elementos desencadeadores da Intriga: a Ingênua em perigo faz com que o Galã se ponha em uma missão de resgate.

CÍNICOS
Pedro Rodrigues como Marisal
Fecham o eterno "triângulo amoroso" com o Galã e a Ingênua. Na maioria das vezes, são chantagistas, aproveitadores, mentirosos e vilanescos (às vezes, cartoonizados). Dificilmente apresentam-se de forma pura, como um arquétipo isolado. O mais comum é ver o arquétipo de Cínico associado a outro, como o Galã, a Coquete, a Dama-galã.





DAMA-GALÃ
Luanda Mangeni como Olávia  Veit
No passado, eram representadas por atrizes mais velhas ou experientes, fazendo normalmente os papéis maternais (mães, avós) ou de autoridade (rainhas, matronas, sogras etc). Sempre discretas, possuem ar majestoso e respeitável, vestindo-se de maneira impecável, no melhor da moda parisiense. Muitas vezes, são retratadas como autoritárias, assumindo a típica função da megera ditadora.



GALÃ CENTRAL
Plínio Garcia como Bartolomeu Veit
Sua nomenclatura nada tem a ver com a figura do Galã. Na verdade, trata-se da versão masculina da Dama-galã (com quem, normalmente, faz par). Também são representados por atores mais velhos ou experientes (no Circo, costumavam ser os donos da companhia) e, geralmente, trabalham em oposição à Dama-galã: se ela é uma megera ditadora, ele é o maridinho acuado; se ela é maternal, ele é o típico patriarca Freyriano etc.

CÔMICO
Mateus Alves como Meneslau
Como seu nome indica, é o elemento responsável pela comicidade da Intriga. Muitas vezes, era o próprio palhaço do circo, mas isso não significa que um Cômico precise estar vestido como tal (nariz vermelho, roupas largas, sapatos desproporcionais). Nas pequenas comédias circenses, costumava ser o protagonista do espetáculo, dando, inclusive, título à peça (como em "Picolino, o gostosão"). Nas peças mais elaboradas, deixa a posição central e, normalmente, assume a função de criado, armando inúmeros quiproquós na tentativa de prejudicar os patrões e ajudar o par romântico.

BAIXO-CÔMICO
Aelson Lima como Dr. Nakata
Também chamados de "escadas", os Baixos atuam sempre ao lado de um Cômico, sendo responsáveis pela organização das ideias, preparando o público para o riso (que, na maioria das vezes, é gerado pelo parceiro Cômico). Possuem um nível de organização mental altíssimo, são extremamente perspicazes, limpos e de humor inteligente.




SOBRETE ou SOUBRETTE (no original francês)
Aline Hernandes como Elisa
Em geral, são uma versão feminina do Baixo-Cômico. Também possuem alto nível de organização mental, limpeza e humor inteligente. No entanto, costumamos descrevê-las como sendo "mulheres com algum tipo de problema": ou são histéricas, ou são esquecidas, ou são tudo ao mesmo tempo.






COQUETE
Carmem Garcia como Madame Cassandra
Um tipo de Sobrete. A diferença está no aspecto altamente sexualizado da Coquete: deve possuir corpo escultural, uma beleza ímpar, voz melodiosa (se souber cantar e dançar, melhor). Nas Intrigas, costuma assumir papel Cínico, investindo no Galã e atentando contra a Ingênua. Normalmente, é representante de mulheres independentes e, em muitos casos, é mostrada como sendo fútil e adúltera.

CARICATO
Rafael Garcia como Maurício
É a extrapolação do Cômico. Costuma ser apelativo ao extremo, do tipo que jogaria tortas na cara dos parceiros. Possuem grande aspecto improvisacional e criatividade única, sabendo sentir o público para encaixar uma piada imprevista. Difíceis de controlar, podem tanto jogar o espetáculo na estratosfera, com suas piadas certeiras, como podem destruí-lo sem dó nem piedade, querendo aparecer mais que o necessário.  


  

E estes são os Arquétipos presentes no Circo-Teatro. Sábado é o grande dia! Quem será o quê? Descobriremos em breve, no grande TESTE DE ESSÊNCIA da Oficina "Redescobrindo o Circo-Teatro" 2011!

Até lá!

5 comentários:

  1. rs, amei a explicação, muito boa e ri também, rsrs! Parabéns.

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  2. Também vou fazer uma peça baseada no Circo-Teatro :D. Amo !!

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  3. Que bacana, Angélica.

    Que peça vc vai montar? Vocês são de onde?
    Se forem de São Paulo, venham nos assistir dias 18, 19 e 20 de Julho, às 21h, no Teatro Ruth Escobar (R. dos Ingleses, 209 - Bela Vista), sala Gil Vicente, com o espetáculo "Vamos à Guerra, Filhos da Terra!".

    Grande abraço

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  4. Oi, estamos montando ainda. Somos de um grupo de literatura chamado AEL - Academia Estudantil de Letras, onde inclui o Teatro também. Não somos ATORES, mas fazemos o máximo para que a platéia goste :). Estamos montando uma peça de circo- teatro com crônicas.
    Ótimo. Se der vou sim! Vou amar ! Abraço.

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