domingo, 5 de maio de 2013

PIRACEMA - IV Encontro de Teatro Amador de São Paulo


REGULAMENTO 

I – APRESENTAÇÃO E OBJETIVOS

Art. 1º - A Cia. Teatral Um Peixe, em parceria com o Espaço Cultural Tendal da Lapa, realizará a 4ª edição da PIRACEMA – Encontro de Teatro Amador de São Paulo, de 04 de Agosto a 01 de Setembro de 2013, das 13:00h às 21:00h, um evento não-competitivo que possui o intuito de estimular e difundir a produção teatral independente; promover o intercâmbio entre as produções artísticas dos vários municípios do Estado de São Paulo; incentivar o estudo do teatro, através da pesquisa teórica e do desenvolvimento prático de novas metodologias e técnicas; e propiciar a formação de um núcleo teatral amador no município de São Paulo.

Art. 2º - A 4ª PIRACEMA compreenderá as seguintes atividades:
  •          10 apresentações de espetáculos seguidas de debates;
  •          5 mesas-redondas;
  •          10 oficinas teatrais (5 fechadas e 5 abertas);
  •          Exposição;
  •          15 intervenções artísticas. 


 II – INSCRIÇÕES E SELEÇÃO
  
Art. 3º - A participação na PIRACEMA pode se dar de duas formas: a) através da indicação de grupos que já participaram de outras edições do Encontro; b) através do preenchimento do cadastro de grupos amadores (disponível no blog http://ciateatralumpeixe.blogspot.com).

Art. 4º - Tanto a indicação quanto o preenchimento da ficha cadastral não garantem por si só a participação na PIRACEMA. O material do grupo será avaliado pela curadoria e, em caso de aprovação, os responsáveis pelo grupo serão notificados.

Art. 5º - Os grupos deverão, no ato de inscrição, entregar o seguinte material à Coordenação do Encontro:
  •      Ficha cadastral devidamente preenchida
  •      Logo do grupo ou companhia, em formato jpg;
  •      Ficha técnica completa, sinopse e release (máximo de 200 caracteres) do espetáculo ou intervenção;
  •    Mapa de luz, cenário e descritivo contendo o tempo de duração do espetáculo ou intervenção, montagem e desmontagem de palco;
  •      Fotos de cenas do espetáculo ou intervenção (opcional);
  •      Histórico do grupo.

§1º - As fotos e o logo não devem ser enviados anexados em documentos de texto.

Art. 6º - O material deverá ser entregue, através do email ardalpha@ig.com.br, impreterivelmente até a meia-noite do dia 07 de Junho de 2013 (sexta-feira). 

Art. 7º - Todo o material enviado, constante no Art. 5º, não será devolvido aos participantes e passará a fazer parte do acervo da PIRACEMA.

Art. 8º - Toda e qualquer alteração feita na ficha técnica ou no projeto deverá ser informada à Coordenação no prazo máximo de uma semana após a entrega do material.

Art. 9º - Caso os grupos participantes possuam menores de idade como integrantes, os mesmos deverão portar uma autorização dos pais e/ou responsáveis legais reconhecida em cartório (conforme legislação em vigor).

Art. 10º - Os grupos que optarem por realizar a apresentação de espetáculo em espaço alternativo (arena, ocupação de espaço, itinerante) deverão enviar, junto com o restante do material, a proposta de encenação.

Art. 11º - Os grupos que se enquadrarem no Art. 10º deverão, obrigatoriamente, visitar o espaço com antecedência para conferir, junto à coordenação do mesmo, a viabilização da proposta de encenação.

Art. 12º - Os participantes da 4ª PIRACEMA receberão Certificados de Participação ao final do Encontro.

III – REALIZAÇÃO
  
Art. 13º - A Coordenação do Encontro se responsabilizará por disponibilizar, sem qualquer ônus aos grupos participantes, o local de realização do evento em perfeitas condições de uso.

Art. 14º - O Encontro se realizará nas dependências do Espaço Cultural Tendal da Lapa, localizado à Rua Guaicurus, 1100 (com acesso pela Rua Constança, 72), Lapa, São Paulo/SP. Telefone: (11)3862-1837. Email: tendal.dalapa@yahoo.com.br

Art. 15º - Para a realização do Encontro serão disponibilizados os seguintes espaços:
  •       Palco A (Espetáculos)
  •       Palco B (Intervenções)
  •       Espaços alternativos (Intervenções)
  •       Oficina A
  •       Oficina B
  •       Corredor de Exposições
  •       Espaço Debate


Art. 16º - Qualquer outro ambiente que se deseje utilizar no evento deverá ser requerido com antecedência à Coordenação do Encontro.

Art. 17º - Os espaços contarão com recursos mínimos de som e iluminação. Pedimos aos participantes que, se possível, entrem em contato com a Coordenação do Encontro para que parcerias sejam firmadas quanto à cessão/doação/utilização de equipamentos particulares. A Cia. Teatral Um Peixe cederá, durante a realização do Encontro, mesa de luz com dimmer e 10 canais, mesa de som com 10 canais, uma caixa de som ativa, um set light 1000W, três refletores “ímpares” e um datashow.

Art. 18° - Por razões de logística, não há possibilidade de ensaio de palco durante a PIRACEMA. Se os grupos assim desejarem, deverão entrar em contato com a Coordenação do Espaço Cultural Tendal da Lapa para marcar um ensaio de acordo com a disponibilidade do espaço.

Art. 19º - É de total responsabilidade dos grupos participantes providenciar o transporte de cenário e elenco até o Espaço Cultural Tendal da Lapa e seu retorno, além de responsabilizar-se pelos materiais cênicos e técnicos necessários para a realização de sua mesa-redonda e apresentação de espetáculo/intervenção.

Art. 20º - O espaço não disponibilizará técnicos de iluminação e sonoplastia. A necessidade desses serviços deverá ser informada à Coordenação no prazo máximo de uma semana antes do início do Encontro.

Art. 21º - A Coordenação fornecerá apoio no carregamento de cenários dentro do espaço se necessário, mas não se responsabilizará por equipe técnica de montagem e desmontagem de espetáculos. A desmontagem deverá ser realizada imediatamente após as apresentações.

Art. 22º - Os grupos deverão desocupar todo o palco e espaços anexos imediatamente após sua apresentação. A Coordenação do Encontro e do espaço não se responsabilizarão por qualquer material que os grupos venham a deixar no local durante ou após a realização do Encontro.
§1º - Os materiais de espetáculo deverão ser guardados em espaço reservado ao grupo dentro das dependências do Espaço Cultural Tendal da Lapa;
§2º - Objetos pessoais (bolsas, mochilas etc.) deverão permanecer com os participantes.

Art. 23º - A Coordenação da PIRACEMA não se responsabilizará por eventuais taxas junto à SBAT, ABRAMUS e/ou ECAD, ficando sob exclusiva responsabilidade dos grupos participantes.

Art. 24º - Todas as atividades do Encontro deverão ser realizadas rigorosamente nos horários anunciados, salvo problemas publicamente conhecidos e, como tal, aceitos pela Coordenação.

Art. 25º - É vetada a entrada de pessoas que não pertençam aos grupos nos locais reservados aos artistas (coxias, camarins etc.), salvo membros da Coordenação do Encontro ou do espaço.

Art. 26º - A entrada do público deverá ser, obrigatoriamente, gratuita em qualquer uma das atividades realizadas no Encontro.

Art. 27º - Após a apresentação do espetáculo haverá debate sobre os objetivos, propostas e execução da montagem, entre artistas e público.  

Art. 28º - Durante a realização da PIRACEMA, competirá à Coordenação:
  •          Disponibilizar o espaço limpo e em perfeitas condições de uso;
  •      Preparar e disponibilizar a documentação, programas e divulgação geral do evento;
  •         Receber e orientar os grupos participantes;
  •         Organizar as atividades, montar equipamentos de luz e som, e organizar o lanche coletivo.


Art. 29º - Durante a realização da PIRACEMA, competirá aos grupos:
  •          Transporte de todos os integrantes do grupo e do material cenográfico;
  •          Produção de todo o material cenográfico e figurinos;
  •        Levar um prato de comida (salgado ou doce) por integrante do grupo para integrar o lanche coletivo;
  •          Levar um refrigerante de dois litros ou suco para cada dois integrantes do grupo para integrar o lanche coletivo;
  •        Cumprir rigorosamente todas as determinações da coordenação do Espaço Cultural Tendal da Lapa quanto à utilização de equipamentos e espaços;
  •          Ter, no mínimo e obrigatoriamente, 50% do número total de integrantes do grupo participando de todas as atividades do Encontro;
  •          Providenciar, se necessário, autorização do SBAT, ABRAMUS ou ECAD.


Art. 30º - Em todo o material de divulgação do Encontro (impresso ou virtual) deverá constar:
  •          PIRACEMA – IV Encontro de Teatro Amador de São Paulo;
  •          Realização: Cia. Teatral Um Peixe e Espaço Cultural Tendal da Lapa

§1º - Se os grupos assim desejarem, a Coordenação disponibilizará os respectivos logos para divulgações impressas.
§2º - Os grupos podem, se assim desejarem, fazer divulgação individual de seus espetáculos desde que obedeçam às regras contidas no artigo 30. A Comissão só se responsabilizará pela divulgação geral do evento, onde constarão dados sobre todas as atividades do Encontro.

IV - ATIVIDADES

Art. 31º - Em sua 4ª edição, a PIRACEMA oferecerá 40 atividades (10 Espetáculos, 10 Oficinas, 5 Mesas-Redondas e 15 Intervenções) além da Exposição. As atividades terão a seguinte duração máxima:

ATIVIDADE
DURAÇÃO
Intervenção
30 minutos
Oficina
90 minutos
Mesa-redonda
90 minutos
Espetáculo
90 minutos


Art. 32º - Ao preencher a fichacadastral, os grupos devem informar em que modalidade querem se inscrever (Espetáculo ou Intervenção).
§1º - Por Intervenção entende-se peças curtas, de caráter experimental ou não, com até 30 minutos de duração e facilidade para adaptar-se em espaços variados, com ou sem recursos técnicos (iluminação, som etc);
§2º - Por Espetáculo entende-se peças entre 30 e 90 minutos, com maior exigência de recursos técnicos (iluminação, som etc).

Art. 33º - Todos os grupos participarão das Mesas-Redondas que, em 2013, serão temáticas e compostas por aproximadamente 4 ou 5 grupos. Os temas serão divulgados posteriormente e os grupos participantes terão tempo para estudar o objeto de debate.

Art.34º - As Oficinas serão divididas em duas categorias: a) Abertas ao público e b) Fechadas. As Oficinas Fechadas terão um número máximo de participantes que deverão se inscrever durante o mês de Julho. As vagas serão preenchidas por ordem de inscrição. Para melhor atender aos interessados, a Oficina Fechada tratará do mesmo tema durante todos os dias de Encontro. As Oficinas Abertas são abertas ao público em geral, sem a necessidade de inscrição e sem limite de participantes.

Art.35º - Todos os grupos deverão levar materiais para compor a Exposição. Cartazes expositivos deverão sem impressos em formato A1 ou Banner, não sendo permitidos cartazes escritos à mão (salvo cartazes que se caracterizem como objetos cênicos). Também será permitida a exposição de objetos de cena, peças de figurino (preferencialmente em manequins), adereços, partes de cenário, fotos e outros materiais que o grupo julgue interessantes. Todas as peças deverão ser etiquetadas com o nome do grupo. A Organização do Encontro não se responsabilizará pelo sumiço ou depredação de qualquer material.

Art. 36º - Os casos omissos neste Regulamento serão deliberados pela Coordenação da 4ª PIRACEMA.



André Domicciano
Curador da PIRACEMA – Encontro de Teatro Amador de São Paulo
e Coordenador da Cia. Teatral Um Peixe

São Paulo, 05 de Maio de 2013.

Informações: (11) 992621902 / email: ardalpha@ig.com.br

quarta-feira, 1 de maio de 2013

ESPECIAL - Peixes completam 7 anos de vida!

ÍNDICE

Acompanhe, na ordem, o especial "Peixes completam 7 anos de vida!". 


Boa leitura!

Peixes completam 7 anos de vida! - Parte 7

O FUTURO: CARTOLAS, MONSTROS E BARÕES

Plínio e Garcia - Comicidade sem fala
Não poderíamos encerrar esse "especial" sem falar um pouco das realizações mais recentes dos Peixes e um pouco dos projetos futuros que já se encontram em andamento. Após o sucesso alcançado com "Eles são Seis Cômicos", o grupo passou a investir mais em um teatro experimental, com base na criação coletiva. Com isso, em 2012, surgiu o espetáculo "Viagem ao Fundo da Cartola".

André Domicciano
Baseado nas ideias (muitas vezes insanas) dos atores Plínio e Rafael Garcia (não, eles não são irmãos, apesar do mesmo sobrenome), o espetáculo conta a história de dois aprendizes de mágico que, um dia, caem dentro de uma cartola. Na tentativa de entender esse novo mundo que encontram (e, consequentemente, tentar voltar para casa), acabam se deparando com inúmeras situações-problema. As soluções, obviamente, não poderiam obedecer outra lógica senão a da dupla cômica do Circo (Clown/Branco e Augusto/Excêntrico). O espetáculo teve como proposta trabalhar em cima do silêncio (ou a ausência de). Para tanto, foi realizado um amplo trabalho de comicidade gestual/corporal, focando sempre na plasticidade e na precisão dos movimentos. Esse foi um grande desafio durante a criação do espetáculo, pois o grupo vem de uma escola "textocentrista". Comunicar, fazer a comédia acontecer e instaurar o riso na plateia através do movimento foi um grande aprendizado que vem refletindo nos demais trabalhos dos Peixes.

Músicos de "Viagem ao Fundo da Cartola"
A estreia do espetáculo se deu no IX Festival de Peças Curtas de Sumaré, onde arrancou, além do riso da plateia, excelentes críticas dos jurados, angariando, dessa forma, dois prêmios (melhor sonoplastia e maquiagem), uma indicação (melhor figurino) e a menção honrosa de melhor pesquisa em linguagem cênica infantil. Um mês depois, fomos até o Festival Curtas de Teatro de Osasco, onde conseguimos a 3ª colocação na categoria Melhor Espetáculo, o prêmio de melhor sonoplastia e as indicações de melhor operação de luz e figurino. Em Outubro, participamos pela terceira vez do Festival de Teatro Cidade de São Paulo, recebendo a indicação ao prêmio de melhor ator.

Rumo a um mundo mágico
Agora, um novo festival nos aguarda! Nessa última segunda-feira (29 de Abril), recebemos a notícia de que "Viagem ao Fundo da Cartola" havia sido aprovada no 5º Profest de Congonhas (MG). Será o primeiro festival de nível nacional dos Peixes!

Além desse trabalho experimental, continuamos a pesquisa em torno da teatralidade circense. Após a estreia de "Vamos à Guerra, Filhos da Terra!", começamos a preparar o terreno para "O Monstro de Jackson". Primeiro, foi realizada uma série de seminários para falar sobre medo, monstros e sociedade, tentando responder à pergunta "por que criamos monstros?". O resultado dessa pesquisa foi o texto "O Monstro de Jackson", que ficou pronto no final de 2010. Desde então, o grupo vem preparando o espetáculo (que, até o momento, tem se mostrado bem exigente).

"Vida dos Pássaros"
Ao mesmo tempo, seguindo os moldes de "Eles são Seis Cômicos" e "Viagem ao Fundo da Cartola", os Peixes começam um novo processo experimental chamado "O Manto do Barão". A proposta é unir contação de histórias e circo-teatro, trabalhando a relação existente entre a esfera do real e do imaginário. É um espetáculo que está num processo bem inicial ainda, mas que já mostra boas possibilidades. No geral, queremos que o público tenha a sensação de que está lendo um livro infantil cheio de gravuras (da mesma forma que "Viagem" fez em relação aos desenhos animados e "Seis Cômicos" com o universo do imaginário infantil).

"A caçada"
Projeto é o que não falta para a Cia. Teatral Um Peixe. Recentemente, realizamos a Mostra de Experimentos Teatrais do Jabaquara e, dentro de três meses, teremos a 4ª edição da PIRACEMA - Encontro de Teatro Amador. Também temos o mutirão de revitalização do Tendal da Lapa e mais uma série de ideias que, aos poucos, vão surgindo. Infelizmente, não podemos divulgar todas as nossas ideias (porque, como muitos sabem, infelizmente existem pessoas que preferem apropriar-se de boas ideias a tê-las por conta própria), mas podemos garantir que muita coisa boa está por vir!

Caindo até o fundo da cartola
Esses foram nossos primeiros 7 anos! Vamos lutar para que esse número se multiplique muitas e muitas vezes! 

Obrigado a todos que fizeram e fazem parte de nossa história!

Obrigado a Aline, Camila, Carmem, Danilão, Hagen, Pedro, Ramon, Chu, Tales, Jéssica, Toninho, Aelson, Hernandes, Plínio, Thiaguinho, André Guimarães, Biel, Mateus, Gabi, Covanzi, Garça, Luanda, Gabs, Bela, Quel, Alan, Aura, Flávio, Thithi, Jessilaine, Mari, Alvinho, Dani, Danilo, Dalila, Bia, Lene, Flávia, Magá, Nicolau, Pri, Joísco, Alê, Tina, Bhárbara, Isa, Ingrid, Jack, Luciano, Cauê, Ju, Nayara, Guto e Vi por acreditarem e tornarem tudo isso possível! Obrigado também a todos os alunos da Oficina "Redescobrindo o Circo-Teatro" e aos muitos amigos queridos que fizemos em nossas jornadas, em especial Rafael Rios, Luís Carlos Laranjeiras, Almir, a equipe do Centro Cultural do Jabaquara e os muitos grupos que conhecemos por aí!

VOCÊS são a nossa história!

domingo, 28 de abril de 2013

Peixes completam 7 anos de vida! - Parte 6

CRIAÇÃO COLETIVA: ELES SÃO SEIS CÔMICOS 
Cena "Os Náufragos" no Festival de Sumaré
No final da oficina "Redescobrindo o Circo-Teatro" 2010, tivemos como proposta a criação de um espetáculo a partir dos exercícios realizados no segundo semestre de aulas. Dessa forma, surgiu "Eles são Seis Cômicos" (na verdade, eles seriam SETE no início, mas um dos atores simplesmente desapareceu sem dar notícias), um espetáculo que brinca com a interpretação circense de diversas formas, seja através das gagues, das duplas cômicas, das acrobacias ou dos disfarces e quiproquós.

Cena "Madame Sinistra" na Mostra de Quadra
Cena "Os Náufragos" no Festival de Cerquilho
A primeira versão do espetáculo, apresentada em Dezembro de 2010, trazia um conjunto de 12 cenas, cada uma com uma proposta cênica diferente. Como se tratava de uma peça de conclusão de oficina, tudo nela era meio "improvisado" (cenário, figurino...). Mas, a partir do momento em que decidimos inseri-la no repertório dos Peixes, pudemos trabalhar um pouco melhor esses aspectos.
Cena "O Assalto" na Mostra de Barueri

Cena "O Assalto" no Festival de Cerquilho
No início de 2011, o espetáculo foi aprovado no VIII Festival de Peças Curtas de Sumaré. Com isso, era necessário modificar algumas coisas. Em primeiro lugar, refizemos todos os figurinos e pensamos melhor as maquiagens. Também afinamos melhor algumas cenas (como "O Assalto") e começamos a dar nova cara ao espetáculo. O resultado foi deveras positivo: recebemos o prêmio de melhor sonoplastia e as indicações aos prêmios de melhor cenário, figurino, maquiagem e ator (duas indicações nessa última).
Recepcionando o público na Mostra de Barueri
Mas não foi só esse retorno extremamente positivo que tivemos em Sumaré. No último dia, após a premiação, uma dos jurados me chamou num canto e contou que nós teríamos recebido o prêmio de melhor espetáculo infantil. Só não ganhamos porque, na época, tínhamos inscrito o espetáculo como adulto. E com razão! Nós nunca tínhamos feito um infantil na vida. Nunca paramos pra estudar as linguagens infantis. Imagine qual não foi nossa surpresa ao descobrir que o que tínhamos em mãos era um legítimo espetáculo infantil. Mais: um espetáculo infantil digno de ganhar um prêmio de melhor espetáculo.

Cena "Madame Sinistra" na Mostra de Quadra
A partir daí, nossa vida mudou. Começamos a dedicar nosso tempo ao estudo de espetáculos infantis também. "Eles são Seis Cômicos" foi totalmente reformulado. Muitas cenas foram deixadas de lado e outras foram criadas. No final, tínhamos um espetáculo de 1:15h composto por seis cenas (uma para cada cômico). Refizemos cenário. Repensamos, mais uma vez, as maquiagens e a própria proposta de encenação sofreu grandes mudanças. Três meses depois, pudemos testar essa nova versão no Festival de Teatro de Cerquilho e no XI Festival de Cenas Curtas de Paranapiacaba (dois eventos não competitivos), recebendo uma resposta muito positiva do público. 

Músicos na Mostra de Barueri
O espetáculo estava amadurecendo quando recebemos o convite para apresentarmos no SESC Leopoldina. Mesmo com chuva e sem energia, conseguimos encher o lugar de crianças! Então, chegou o Festival de Teatro Cidade de São Paulo! Devidamente inscritos na categoria infantil, os Seis Cômicos botaram o Teatro União Cultural abaixo. A resposta do público superou todas as expectativas. O resultado: mais um prêmio (agora na categoria melhor produção) e as indicações aos prêmios de melhor cenário, figurino, ator, direção e espetáculo. Felicidade pura! 
Cena "A Cobra" na Mostra de Quadra
As últimas grandes apresentações de "Eles são Seis Cômicos" aconteceram no início de 2012, na Mostra de Teatro Estudantil de Quadra e na Mostra de Teatro Amador de Barueri. Além dessas, houve uma rápida intervenção dos Seis Cômicos na 3ª edição da PIRACEMA. Mas é um espetáculo que ainda pode dar muita coisa! Em breve, voltaremos com ele, com certeza!

Peixes completam 7 anos de vida! - Parte 5

PIRACEMA: Lugar de artistas responsáveis!

Espetáculo "O nome não importa" (Cia. Enchendo Laje e Soltando Pipa)
Com os Peixes aprovados no Programa VAI, pudemos realizar um de nossos projetos mais ambiciosos: a PIRACEMA - Encontro de Teatro Amador de São Paulo. A ideia surgiu em meados de 2009. Na época, estávamos indignados com a quantidade de eventos (festivais, mostras...) voltados ao dito "teatro profissional". Muitos festivais que, originalmente, eram voltados a grupos amadores, aos poucos, foram se modificando. A justificativa era sempre a mesma: "com o intuito de levar maior QUALIDADE à cidade tal, apenas grupos profissionais podem se inscrever blá, blá, blá...". Oras, é um pensamento um tanto quanto imbecil insinuar que apenas trabalhos profissionais possuem qualidade. Já assisti peça com famosos que me fez dormir e já vi espetáculos amadores de tirar o fôlego. 

Intervenção "Eles são Seis Cômicos" (Cia. Teatral Um Peixe)
Espetáculo "Mulher de Jagunço" (Cia. Yesso)
Foi pensando nessa diferenciação feita por muitos que idealizamos um grande evento para unir a "classe amadora". A princípio, cogitamos a hipótese de fazer um festival. Um "festival dos Peixes" (e daí que surgiu o nome "PIRACEMA"). Mas, com o tempo, começamos a ver que uma competição só iria piorar as coisas. Nosso objetivo era unir, não segregar mais ainda a classe. Com isso em mente, entendemos que fazer um encontro, um evento não-competitivo que estimulasse a troca de experiências, seria algo muito mais saudável para todos. E assim nasce a PIRACEMA!
Espetáculo "A Alma de Benjamin" (Grupo Kainotomia)
Intervenção "Eterna Clausura" (Cia. As Fúrias)
A primeira edição, em 2010, pretendia ser um evento bem intimista. Com a presença de apenas 4 grupos (Vital, Arte Jovem, Novos Fulanos e Peixes), tentamos, ao máximo, propiciar momentos em que os conhecimentos de cada um fossem trocados. O evento, então, possuía não só momentos de espetáculos, mas também mesas-redondas, oficinas e vivências (workshops organizados pelos grupos participantes). Apesar do número modesto de pessoas, o evento mostrou-se grandioso e todos os grupos saíram de lá com um gostinho de quero mais (alguns até pediram reuniões mensais que repetissem a experiência).
Intervenção "Renascer" (Grupo Arte Jovem)
Espetáculo "C.A.B.A.R.E.T.: Clarice Taylor" (Grupo Os Seres)
Em 2011, uma nova cara para a PIRACEMA. Mais grupos engrossaram o caldo (Kainotomia, Doutores do Riso Curativo, Seres, Máscara, Fúrias, Vidraça, Yesso - essas duas de Mogi Mirim - e os alunos da Oficina "Redescobrindo o Circo-Teatro") e tornaram a experiência mais enriquecedora, lotando o Centro Cultural do Jabaquara nos quatro dias de evento. A novidade ficou com a extinção das vivências e o advento das intervenções teatrais.
Espetáculo "O Pacto" (Cia. Naturalis)
Mesa-redonda do Grupo Os Seres
Por fim, em 2012, a terceira edição da PIRACEMA tomou proporções tão elevadas que fomos obrigados a adicionar um dia à programação. Com a ausência apenas da Cia. Vidraça, os outros grupos receberam de braços abertos as Cias. Naturalis, 4 Cantos (da cidade de Quadra), Funil (do Rio de Janeiro) e, oficialmente, a CIT - Cia. Instantânea de Teatro, um grupo que surgiu na primeira PIRACEMA, juntando atores dos Peixes, Novos Fulanos e Arte Jovem. Também recebemos mais dois oficineiros, além do querido Rafael Rios, que já vinha nos ajudando desde a primeira edição.

Oficina de figurino (Rafael Rios)
Intervenção "A Pele do Lobo" (alunos da Oficina dos Peixes)
Agora, nos aproximamos da quarta edição. Será nos dias 4, 11, 18 e 25 de Agosto, e 1º de Setembro. A maior novidade fica por conta da mudança de espaço. Após três anos sendo feita no Centro Cultural do Jabaquara, em 2013 a PIRACEMA migrará para o Tendal da Lapa, pensando, principalmente, na questão de espaço físico. Além disso, complementando, os Peixes farão um projeto de revitalização do Tendal após a PIRACEMA. A ideia é deixar algo permanente lá, que tenha a cara dos grupos, como retribuição. Contamos com a ajuda de todos nessa empreitada! 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Peixes completam 7 anos de vida! - Parte 4

AS LEIS DE INCENTIVO: REDESCOBRINDO O CIRCO-TEATRO

No início do ano de 2010, os Peixes recebem uma notícia que mudaria a vida do grupo: o Projeto "Redescobrindo o Circo-Teatro" tinha sido aprovado no Programa de Valorização de Iniciativas Culturais (VAI) da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Falando de forma resumida, o VAI é uma Lei de Incentivo que "patrocina" as ações culturais de jovens fazedores de arte. Essas ações devem ter um forte apelo social e devem, prioritariamente, ser realizadas em regiões desprovidas de equipamentos culturais ou em parceria com equipamentos públicos. Em suma, o projeto deve ser executável e possuir relevância sócio-cultural.

Peixes e alunos da oficina 2010
O projeto "Redescobrindo o Circo-Teatro" possui quatro frentes de trabalho: a pesquisa sobre teatralidade circense; a circulação de espetáculos em repertório; a realização de uma oficina sobre circo-teatro; e a organização de um encontro de teatro amador. Não sabemos exatamente o que chamou atenção em nosso projeto, mas o importante é que ele foi aprovado. Não uma, mas três vezes! Duas no VAI e uma no Prêmio "Ensaiando Um País Melhor". Vamos falar com calma dos melhores momentos desse projeto!


OFICINA REDESCOBRINDO O CIRCO-TEATRO

Desde o início, os Peixes tinham o desejo de abrir uma oficina só para falar de Circo-Teatro. E com razão! Primeiro, porque o grupo é fruto de uma série de oficinas teatrais que durou mais de 5 anos. Segundo, porque oficina de teatro é o que não falta no mundo. Tem uma em cada esquina, praticamente. Agora, quantas oficinas de circo-teatro existem por aí? Pergunta difícil de ser respondida. Em nossas pesquisas, encontramos, no máximo, alguns workshops e oficinas de curta duração (a maior que encontramos tinha apenas 3 meses de duração) que tratavam do assunto. Na maioria dos casos, notamos uma confusão na nomenclatura pois de "circo-teatro" via-se muito pouco. Encontramos oficinas de circo (acrobacias, malabares etc),  palhaço, clown, dentre outras. Todas traziam o nome "circo-teatro", mas nenhuma trabalhava realmente o assunto. Nada espantoso, já que estamos falando de um conjunto de saberes dominado por poucas pessoas e cuja transmissão ainda se dá de forma oral. Com isso, arriscamos dizer que a nossa é a única oficina de Circo-Teatro de longa duração (9 meses) do Brasil! Claro que podemos estar errados. Pode ser que exista alguma oficina parecida escondida em algum lugar por aí. Mas procuramos e não encontramos... 

Exercício de voz na oficina 2010
A primeira edição da oficina foi bem modesta. Sediada no Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA), da UNE, a oficina pretendia ser dividida em módulos e, portanto, não havia a necessidade de fazer uma turma fechada. A ideia, na verdade, é que as aulas tivessem começo, meio e fim. Ou seja, uma pessoa poderia entrar no meio do ano que não influenciaria em nada. Com isso, optamos por não estipular um número de vagas. Mesmo assim, a procura foi relativamente baixa: 25 inscritos, dos quais apenas 14 pessoas apareceram no primeiro dia de aula. Apesar da pouca procura, foi uma grande experiência. Percebemos que a oficina precisaria, sim, ser um trabalho contínuo, com uma aula sendo ligada à outra e, portanto, ter uma turma fechada. Como tivemos poucos alunos, pudemos nos dedicar exclusivamente a eles, trabalhando muito bem a técnica de interpretação circense. No final do ano, o grupo (agora reduzido a apenas 3 pessoas) montou o espetáculo "Eles são Seis Cômicos" (do qual falaremos mais detalhadamente no futuro), com a participação especial de três Peixes: Carmem Garcia, Plínio Garcia e Rafael Garcia.

Aula de história do Circo-Teatro na oficina 2011
Aula de interpretação circense na oficina 2011
No ano seguinte, a oficina recebeu muitas melhorias. Em primeiro lugar, mudamos para um espaço com mais infra-estrutura: o Centro Cultural do Jabaquara. Estabelecemos, também, um número limitado de vagas (40) e fizemos um plano de aula, no mínimo, inovador. A oficina de 2011, logo de cara, já prometia ser bem superior à experiência de 2010: foram 120 pessoas inscritas lutando por uma de nossas vagas. Para não favorecer ninguém, optamos por um sistema de sorteio (que consideramos justo, já que não favorece nem o mais rápido, nem o mais experiente, indo contra as correntes "ordem de chegada" ou "carta de intenção"). Sobre as aulas, o grande diferencial foi a divisão em "matérias": os artistas-aprendizes teriam, então, aulas de história do Circo-Teatro, interpretação circense, expressão corporal e técnicas de acrobacia, expressão vocal e música para teatro, maquiagem, figurino, cenografia e iluminação. Tudo de graça!

Aula de maquiagem na oficina 2011
Foi um grande avanço para os Peixes, que se viram forçados a pesquisar cada vez mais para poder comunicar as técnicas da teatralidade circense com exatidão. O tempo todo, prezamos por algo que, em outras oficinas, acaba sendo substituído pelos números: a qualidade! O resultado foi a montagem de dois grandes espetáculos de conclusão de curso: "Lá em Cima do Piano..." e "Se o Anacleto soubesse...".

Espetáculo "Que mãe eu arranjei" - Oficina 2012
Espetáculo "Copabacana" - Oficina 2012
A terceira edição veio como confirmação de uma experiência bem sucedida. Após o grande acerto de 2011, poucas foram as alterações feitas na última edição de nossa oficina. No geral, foi repetir os acertos e concertar os erros. Ao todo, foram 125 inscritos. No final do ano, foi preciso montar três espetáculos de conclusão de curso: "Copabacana", "Que mãe eu arranjei" e "A Almanjarra". Concluída essa etapa, a Cia. Teatral Um Peixe achou que seria o momento ideal para voltarmos à pesquisa de linguagem e, portanto, uma boa hora para encerrar as oficinas. Mas o projeto continua vivo e a oficina "Redescobrindo o Circo-Teatro" voltará no futuro. Por enquanto, estamos fazendo aquilo que os Peixes fazem de melhor: estudar, estudar e estudar! Tudo para que, dentro de alguns anos, possamos reabrir as oficinas com muito mais material, maior compreensão e, consequentemente, mais qualidade!

Espetáculo "A Almanjarra" - Oficina 2012

terça-feira, 23 de abril de 2013

Peixes completam 7 anos de vida! - Parte 3

REFINANDO A PESQUISA: VAMOS À GUERRA, FILHOS DA TERRA!

Logo após a estreia de "A Mansão Veit", os Peixes iniciaram um novo trabalho de pesquisa. Familiarizados com o básico da teatralidade circense, era o momento de aprofundar o estudo e refinar a técnica. Foi nesse momento que surgiu o projeto "Vamos à Guerra, Filhos da Terra!".
André Domicciano (Chan Ti Lee) e Luanda Mangeni (Miss)

O foco deste novo trabalho estava na pesquisa acerca da miscigenação cultural no Brasil. Com isso, os Peixes foram divididos em vários grupos e, após uma extensa pesquisa sobre o tema, foram realizados seminários para coleta de material que daria origem ao texto de "Vamos à Guerra". Ao mesmo tempo, iniciou-se um trabalho de pesquisa corporal muito intenso. O objetivo era desenvolver mais as questões plásticas do corpo circense e a comicidade física. Não é à toa que, até hoje, "Vamos à Guerra" é considerado um dos melhores - e mais engraçados - espetáculos da Cia. Teatral Um Peixe. Curiosamente, mesmo com toda a aprovação popular que o espetáculo possui, é a única peça dos Peixes a nunca ter participado de festivais. Quem sabe no futuro!?

Aura Maximiliano (Helga) e Gabriel Alex (Raimundo)
Thiago Marangoni (Homeru) e Gabrielly Negreti (Medeixa) 
Mesmo assim, foi um dos espetáculos que mais circulou. Ao todo, foram 14 apresentações, sendo que a estreia se deu no dia 6 de Junho de 2009, no Centro Cultural do Jabaquara. Em seguida, fomos ao Centro Cultural Arte em Construção (lar do Pombas Urbanas, na Cidade Tiradentes), Casa de Cultura do Butantã e CEU Caminho do Mar. Por ironia do destino, a última apresentação de "Vamos à Guerra" se deu no mesmo palco onde tudo começou: a sala Gil Vicente do Teatro Ruth Escobar, no dia 20 de Julho de 2011.

Gabrielly Negreti como Medeixa

INFORMAÇÕES 

No intuito de apoderar-se do Sagrado Peixe Âmbar, Mestre Ist Ling promete seu filho em casamento sem que este saiba. No entanto, Homeru – o filho prometido – se apaixona por Júlia, a nova empregada da casa e filha do cangaceiro Raimundo, o Destruidor de Mundos.

FICHA TÉCNICA
Texto e direção: André Domicciano
Produção e administração: Carmem Garcia
Direção Musical: Gabriel Alex
Preparação vocal: Gabriel Alex
Cenário: André Domicciano, Plínio Garcia e Ricardo Schünemann
Figurino: Luanda Mangeni e Débora de Souza
Maquiagem: Luanda Mangeni e Renata Belarmino
Iluminação: Renata Belarmino
Vídeo Produção e Fotografia: Cleciane Tomé

ELENCO
Aline Hernandes (Ameixa)
André Domicciano (Chan Ti Lee)
Aura Maximiliano (Helga)
Carmem Garcia (Júlia)
Gabriel Alex (Raimundo)
Grabrielly Negreti (Medeixa)
Luanda Mangeni (Miss Baigon)
Mariana Oliveira (Batian)
Matheus Alves (Mestre Ist Ling)
Plínio Garcia (Mama Dragão)
Rafael Garcia (Lamparina)
Renata Belarmino (Cafusa)
Thiago Marangoni (Homeru)

MÚSICOS
Alan Teruel (Violão)
Ricardo Schünemann (Percussão)
Thiago Presser (Violão)
Gabriel Alex (participação especial na flauta)

Peixes completam 7 anos de vida! - Parte 2

O PRIMEIRO DE TODOS: A MANSÃO VEIT


"A Mansão Veit" na 2ª edição do Festival de Teatro Cidade de São Paulo (Teatro Bibi Ferreira)

Escrita originalmente em 2003, "A Mansão Veit" contava a história do assassinato da milionária Olávia Veit. A peça - um sucesso inesperado na ETEC Guaracy Silveira - era uma comédia policial interativa, permitindo ao público subir ao palco para investigar a cena do crime, encontrar pistas e votar, ao final do espetáculo, em um dos suspeitos. 

Três anos depois, já na Cia. Teatral Um Peixe, a peça foi reescrita aos moldes circenses, com personagens arquetípicos, muitos disfarces e quiproquós. O enredo sofreu algumas modificações para se adequar à nova linguagem. Os nomes das personagens foram mantidos, mas suas funções mudaram (em 2003, Ivonete era uma repórter ativista; em 2006, passa a ser a ingênua filha de Olávia etc.). 
Pedro Rodrigues como Marisal
Thiago Marangoni (Marcos) e Gabrielly Negreti (Ivonete)
Ao todo, desde sua estreia no Teatro Ruth Escobar, foram realizadas 16 apresentações de "A Mansão Veit", passando por diversos espaços (Teatro Ruth Escobar, Centro Cultural do Jabaquara, Teatro Plínio Marcos, Teatro Bibi Ferreira, Teatro Municipal de Cerquilho e Parque Anhanguera). Até hoje, é o espetáculo mais premiado dos Peixes, tendo recebido os prêmios de Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Cenografia e Melhor Figurino, além de cinco indicações (ator coadjuvante, atriz coadjuvante, ator, atriz e texto original) e a menção honrosa de Proposta Destaque.
Plínio Garcia como Bartolomeu Veit
Carmem Garcia (Cassandra) e Rafael Garcia (Maurício)
Sua última apresentação foi realizada no dia 21 de Novembro de 2010, como parte integrante da V Mostra Cultural do Centro Cultural Jabaquara. Mas o espetáculo não morreu! Temos planos para ele num futuro próximo...



INFORMAÇÕES

Em sua festa de aniversário, Olávia Veit tem sua casa invadida por vigaristas, mas um dos malandros acaba se apaixonando pela filha da ricaça. Baseada nas comédias circenses, a Mansão Veit faz uma sátira da sociedade burguesa, colocando em cheque valores éticos e morais por meio de humor, confusões, enganos e muitas revelações, além de resgatar uma linguagem teatral praticamente esquecida.

FICHA TÉCNICA 
Texto e direção: André Domicciano
Produção e administração: Carmem Garcia
Direção Musical: Gabriel Alex
Preparação vocal: Gabriel Alex
Cenário: André Domicciano, Plínio Garcia e Ricardo Schünemann
Figurino: Luanda Mangeni e Débora de Souza
Maquiagem: Luanda Mangeni
Iluminação: Renata Belarmino

ELENCO
Aelson Lima (Dr. Nakata)
Dalila Alcântara (Ivonete)
Aline Hernandes (Elisa)
André Domicciano (Damião)
Carmem Garcia (Mde. Cassandra)
Luanda Mangeni (Olávia Veit)
Mateus Alves (Meneslau)
Gabriel Alex (Marisal)
Plínio Garcia (Bartolomeu Veit)
Rafael Garcia (Maurício)
Thiago Marangoni (Marcos)

MÚSICOS
Alan Teruel (Piano)
Ricardo Schünemann (Percussão)
Thiago Presser (Violão)
Gabriel Alex (participação especial na Flauta)

Peixes completam 7 anos de vida! - Parte 1

UMA REUNIÃO SEM PRETENSÃO 

Às 10h do dia 22 de Abril de 2006, no auditório da ETEC Guaracy Silveira, em São Paulo, nascia oficialmente a Cia. Teatral Um Peixe. "Oficialmente" porque o nome já era usado desde 2003 para definir o núcleo do Grupo Teatral Ed Wood dirigido por André Domicciano. Na época, o projeto que deu origem ao grupo tinha como objetivo mostrar, na prática, a realidade de uma cia. teatral aos alunos que, até então, tinham participado da oficina de teatro da ETEC Guaracy Silveira. Como norteador do trabalho, optou-se por estudar a interpretação circense e montar uma versão reescrita do espetáculo "A Mansão Veit". E só.

Projeto original apresentado à ETEC Guaracy Silveira

OS DEZ PEIXINHOS

Um bom grupo é aquele que possui entre sete e catorze pessoas. Essa era a mentalidade que eu possuía na época. Então, não foi ao acaso que chamei dez pessoas para compor o grupo. Inicialmente, essas pessoas seriam - exclusivamente - alunos e ex-alunos da oficina de teatro da ETEC Guaracy Silveira. No entanto, algumas das pessoas convidadas acabaram não aceitando a proposta e, com o passar do tempo, esse "pré-requisito" foi abandonado. No dia de sua fundação, a Cia. Teatral Um Peixe tinha como membros Aline Gomes, Camila Nuñes, Carmem Garcia, Danilo Sarvas, Marcelo Mitsunaga, Pedro Rodrigues, Ramon Alexandre, Ricardo Schunemann, Tales Albuquerque e André Domicciano. Com o passar do tempo, algumas pessoas foram deixando o grupo e outras foram chegando. Não importa. Aqui, temos como regra que, uma vez Peixe, sempre Peixe!

No total, foram cerca de 52 Peixes, sem contar os alunos das oficinas realizadas na ETEC Guaracy Silveira e no Projeto "Redescobrindo o Circo-Teatro" entre os anos de 2010 e 2012. E pensar que tudo isso começou com dez pessoas numa reunião sem grandes pretensões no auditório de uma escola...


POR ONDE COMEÇAR?

O mais lógico, na hora de se contar uma história, seria seguir uma ordem cronológica. No entanto, foram tantas as realizações do grupo que, em determinado momento, repetiríamos muita coisa se falássemos de cada ano. Então, acredito que o ideal seja falar um pouco de alguns momentos marcantes e as ações mais relevantes. Vamos a eles...


RUTH ESCOBAR - A ESTREIA!

Todo grupo de teatro, no início, esbarra na grande dificuldade chamada "espaço". Espaço pra ensaiar, espaço pra apresentar, pra guardar as coisas etc. Assim foi com os Peixes. Tínhamos em mãos uma peça em vias de estreia. Nos inscrevemos em um festival estudantil, não sendo aprovados. E agora? Onde estrear o espetáculo? Foi neste momento que caiu do céu a nossa salvação. Na época, o ator Aelson Lima estudava na FPA (Faculdade Paulista de Artes) - que possui uma parceria com o Teatro Ruth Escobar. Todo ano, é feita uma Mostra de Teatro no mês de Julho onde só participam grupos que tenham como membros alunos da faculdade. Perfeito! Foi a junção da fome com a vontade de comer! 

No dia 9 de Julho de 2007, na sala Gil Vicente do Teatro Ruth Escobar, a Cia. Teatral Um Peixe sobe aos palcos pela primeira vez com o espetáculo "A Mansão Veit". Com casa cheia nos três dias de apresentação, os Peixes viram que a coisa funcionava! A partir daí, muita coisa viria...

Da esquerda pra direita: Pedro Rodrigues, Thiago Marangoni, André Domicciano,
Gabriela Bastos, Mateus Alves, Aline Hernandes, Aline Gomes, Aelson Lima e Carmem Garcia



 CONTINUA...