terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Dossiê "Redescobrindo o Circo-Teatro"

Enquanto as inscrições para a Oficina "Redescobrindo o Circo-Teatro" 2012 não abrem, acompanhe conosco maiores informações sobre o único curso da categoria no Brasil!

O "dossiê" abaixo revelará maiores informações sobre os conteúdos abordados na oficina e os artistas envolvidos:


A COMPANHIA

A Cia. Teatral Um Peixe é um grupo especializado em teatralidade circense. Com aproximadamente seis anos de existência, já realizou três montagens (os espetáculos "A Mansão Veit", "Vamos à Guerra, Filhos da Terra!" e "Eles são Seis Cômicos"), participou de inúmeros festivais de nível estadual (angariando, dessa forma, nove prêmios e quinze indicações), idealizou e organizou as edições 2010 e 2011 da "PIRACEMA - Encontro de Teatro Amador de São Paulo", realizou duas edições da oficina "Redescobrindo o Circo-Teatro" e teve suas ações culturais subsidiadas por dois anos consecutivos pelo Programa de Valorização de Iniciativas Culturais (VAI) da Secretaria de Cultura de São Paulo.


A OFICINA
Artistas-aprendizes 2011 em apresentação de conclusão de curso
Por ser a única no país, a oficina "Redescobrindo o Circo-Teatro" oferece aos artistas-aprendizes uma formação básica completa. Para tanto, são oferecidas diversas disciplinas de caráter teórico e prático no decorrer do ano. São elas:

Anotando conteúdo
• História: o foco da pesquisa em Circo-Teatro está nas questões históricas. Entender a partir de que manifestações culturais desenvolveu-se o que hoje chamamos Circo e de que forma o teatro invadiu o picadeiro torna-se fundamental para o ator circense. Para tanto, é preciso estudar a organização política, econômica e cultural de Europa em meados dos séculos XVIII e XIX e do Brasil Colonial. Também é necessário entender que influências teatrais o Circo recebeu em terras brasileiras e que características foram importantes para a consolidação da teatralidade circense.

Exercício de improvisação
• Interpretação circense: atuar em palco e atuar em picadeiro ou pavilhão são coisas totalmente distintas. Essa etapa do curso busca desenvolver no artista-aprendiz técnicas essenciais para a interpretação circense, tais quais a criação de personagens arquetípicos, a elaboração de partituras corporais a partir de poses plásticas, o conhecimento de técnicas acrobáticas, a triangulação e o ritmo circense.


Maquiagem de envelhecimento
• Figurino e maquiagem: tanto figurino quanto maquiagem, no Circo-Teatro, reforçam o arquétipo de um personagem. Os artistas-aprendizes, então, terão noções de história da caracterização do ator, desde o teatro ritual até o contemporâneo, para entender as influências que o Circo absorveu. Também serão ensinadas técnicas práticas de maquiagem, como a maquiagem branca, preta, envelhecimento etc., e de indumentária.

Maquete baseada em texto
• Cenografia: a cenografia circense, assim como a interpretação, difere em muito da teatral. De influência pictográfica, o Circo-Teatro sempre utilizou-se de painéis para a representação de seus espetáculos teatrais. A oficina mostrará aos aprendizes a diferença entre os diversos tipos de cenografia e como elaborar um projeto cenográfico (através de análise de textos, esboços, maquetes e execuções práticas).

• Iluminação: a história do Circo está repleta de incidentes envolvendo recursos de iluminação. Com a chegada da eletricidade, muita coisa mudou e as apresentações circenses passaram a agregar os recursos técnicos mais modernos: lasers, fumaça, canhões seguidores. Essa disciplina mostrará aos aprendizes como lidar com alguns equipamentos de iluminação e como projetar um mapa de luz, além de técnicas práticas (desde subir escadas até afinar refletores).

• Música: música e Circo sempre tiveram uma relação muito íntima. Alguns pesquisadores dizem que não existe Circo sem música. Boa parte dos Circos brasileiros no início do século XX utilizavam-se de música ao vivo, executada por sua própria banda (influenciada pelas bandas marciais). Tal recurso é utilizado até hoje por alguns circos. Na oficina “Redescobrindo o Circo-Teatro”, os aprendizes aprenderão como funciona a relação da música com o artista circense, praticando a musicalidade (independente de dominarem ou não algum instrumento musical) cênica.


OS ARTISTAS-ORIENTADORES

André Domicciano: Aula de História e Interpretação

Graduado em Letras pela Universidade de São Paulo (onde especializou-se em Jogos de Representação e Linguagens de Imaginário) e formado em Interpretação para Teatro pela Escola de TV e Artes Performáticas Chateaubriand, onde teve seu primeiro contato com Circo-Teatro através do diretor Fernando Neves, da Cia. Os Fofos Encenam. Estudante de teatro desde 1995, participou de mais de 20 montagens (dentre as quais podemos citar “Viúva, porém honesta”, de Nelson Rodrigues; “Arena conta Zumbi”, de Gianfrancesco Guarnieri; e “Cheiro de Café”, de sua própria autoria em conjunto com Kamunjin Tanguelê e Rita Brafer); como diretor, realizou cerca de 10 projetos (onde destacam-se “Pigmaleoa”, de Millôr Fernandes, indicado aos prêmios de melhor figurino e melhor sonoplastia; “A Mansão Veit”, de sua autoria, ganhador de 7 prêmios – dentre os quais, melhor direção e melhor espetáculo – e indicado em outras 5 categorias em Festivais de nível Estadual; e “Eles são Seis Cômicos”, criação coletiva da Cia. Teatral Um Peixe, ganhador de 2 prêmios e indicado em outras 10 categorias – incluindo melhor direção e espetáculo). Ministrou oficinas de teatro entre os anos de 2001 e 2005 na ETEC Guaracy Silveira, em Pinheiros, no município de São Paulo, e de Circo-Teatro em 2007, 2010 e 2011. Dramaturgo, possui textos sendo montados em todo o território nacional, com destaque para as montagens realizadas em Salvador (BA), Mossoró (RN), Vila Velha (ES), Caieiras (SP) e Concórdia (SC). Pesquisador de Circo-Teatro, foi aluno de Alexandre Mate, Mário Bolognesi e Ermínia Silva no Instituto de Artes da UNESP. Cursou oficinas de Melodramas de Picadeiro com Vic Militello, na SP Escola de Teatro. Estudou Maquiagem com Marcelo Denny, Dramaturgia com Sérgio de Carvalho, Crítica Teatral com Ferdinando Martins e Cenografia e Indumentária com Fausto Vianna, na Escola de Comunicação e Artes da USP, tendo seu projeto cenográfico pré-selecionado para representar o Brasil na Quadrienal de Praga, um dos maiores eventos de cenografia do mundo. Participante do projeto “Entre Risos e Lágrimas” do Centro de Memória do Circo, sob coordenação de Verônica Tamaoki e Walter de Sousa Junior.


Carmem Garcia: Coordenação pedagógica e produção

Graduada em Matemática pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e técnica em Administração pela ETEC Guaracy Silveira. Participou de oficinas de interpretação para teatro na ETEC Guaracy Silveira. Atuou em peças como “Vamos à Guerra, Filhos da Terra!”, “A Mansão Veit” e ”Eles são Seis Cômicos”. Ganhadora do prêmio de Melhor Produção de Espetáculo Infantil no III Festival de Teatro Cidade de São Paulo.


Plínio Garcia: Aula de Cenografia

Graduando em Engenharia de Controle e Automação na Faculdade Politécnica de Jundiaí, técnico em Informática no Colégio SAA e em Comércio de Bens e Serviços no SENAC São Paulo. Ministrou aulas de cenografia nas edições 2010 e 2011 da oficina “Redescobrindo o Circo-Teatro”. Como cenógrafo, projetou e realizou os cenários dos espetáculos “A Mansão Veit” (ganhador do prêmio de melhor cenografia no I Festival de Teatro de Cerquilho), “Vamos à Guerra, Filhos da Terra!” e “Eles são Seis Cômicos” (indicado ao prêmio de melhor cenografia no VIII Festival de Cenas Curtas de Sumaré e no III Festival de Teatro Cidade de São Paulo).


Luanda Mangeni: Aula de Maquiagem e Figurino

Graduanda em Artes Cênicas pela Faculdade Paulista de Artes. Ministrou aulas de maquiagem e figurino nas edições 2010 e 2011 da oficina “Redescobrindo o Circo-Teatro”. Como figurinista e maquiadora, projetou e realizou os figurinos e maquiagens dos espetáculos “A Mansão Veit” (ganhador do prêmio de melhor figurino no I Festival de Teatro de Cerquilho), “Vamos à Guerra, Filhos da Terra!” e “Eles são Seis Cômicos” (indicado aos prêmios de melhor figurino e melhor maquiagem no VIII Festival de Cenas Curtas de Sumaré e ao prêmio de melhor figurino no III Festival de Teatro Cidade de São Paulo). Cursou oficinas de Melodramas de Picadeiro com Vic Militello, na SP Escola de Teatro e de Maquiagem com Marcelo Denny, na Escola de Comunicação e Artes da USP. Aluna de Cenografia e Figurino na SP Escola de Teatro.


Gabriel Alex: Aula de Música e preparação vocal

Graduado em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e em Interpretação para Teatro pela Escola de TV e Artes Performáticas Chateaubriand. Ministrou aulas de música nas edições 2010 e 2011 da oficina “Redescobrindo o Circo-Teatro”. Como diretor musical, projetou e realizou a trilha sonora dos espetáculos “A Mansão Veit”, “Vamos à Guerra, Filhos da Terra!” e “Eles são Seis Cômicos” (ganhador do prêmio de melhor sonoplastia no VIII Festival de Cenas Curtas de Sumaré). Participou da oficina “Teatro da Roda Dança”, com Luiz Carlos Laranjeiras, no SESC Pinheiros.


Mateus Alves: Aula de Iluminação

Graduado em Administração de Recursos Humanos pela Universidade Nove de Julho e em Interpretação para Teatro pela Escola de TV e Artes Performáticas Chateaubriand. Estudou Interpretação para Teatro na escola Recriarte. Formado em auxiliar técnico de iluminação cênica pelo Núcleo FORTEC. Ministrou aulas de iluminação na edição 2011 da oficina “Redescobrindo o Circo-Teatro”. Como iluminador, projetou e executou a iluminação do espetáculo “Eles são Seis Cômicos”. Indicado ao prêmio de melhor ator coadjuvante com o espetáculo "A Mansão Veit".


Danilo Gomes: Aula de corpo e técnicas acrobáticas

Palhaço formado pelo Programa de Formação de Palhaços para Jovens dos Doutores da Alegria. Aluno do Núcleo Teatral do SESI Vila Leopoldina, em São Paulo. Estudou acrobacias e técnicas circenses no Clube Escola Jardim São Paulo. Preparador corporal da Cia. Teatral Um Peixe, ministrou aulas de expressão corporal e técnicas acrobáticas na edição 2011 da oficina “Redescobrindo o Circo-Teatro”. Indicado ao prêmio de melhor ator no VIII Festival de Peças Curtas de Sumaré com o espetáculo “Eles são Seis Cômicos”.


Agora, é esperar pelo edital de chamamento para novos artistas-aprendizes. No final do mês traremos maiores informações. Fiquem de olho!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

RETROSPEIXITIVA 2011

Ano novo, vida nova!


Para os Peixes, o melhor seria dizer "ano novo, conquistas novas". 2011 vai ficando para trás e a saudade começa a bater. Antes de mais nada, gostaríamos de desejar (com aquele atraso de sempre...) um FELIZ 2012 a todos os amigos, familiares e companheiros de jornada.

Assim como 2010, o ano de 2011 foi repleto de conquistas. Um ano onde amadurecemos tudo aquilo que idealizamos dois anos atrás. Um ano onde viajamos para diversas cidades do interior do estado, fazendo novos amigos e trazendo muita bagagem nas malas. Agora, com um ano novinho pela frente, é hora de olharmos para trás, pesarmos todas as nossas experiências e extrairmos aquilo que tivemos de melhor. Só assim poderemos levar cada vez mais qualidade para nossas ações.

Essa é a hora da Retrospeixitiva 2011!


Como a maioria das pessoas sabe, nossas ações são divididas em quatro frentes: Pesquisa & Desenvolvimento, Circulação de Espetáculos, Oficina “Redescobrindo o Circo-Teatro” e PIRACEMA – Encontro de Teatro Amador. Tentaremos, então, analisar cada uma delas de acordo com o que foi feito no ano que passou.


1 – PESQUISA & DESENVOLVIMENTO
Pesquisa de poses plásticas na Praça Victor Civita

A bola da vez é o espetáculo “O Monstro de Jackson”, do dramaturgo residente André Domicciano. Trata-se de uma comédia circense que se valerá de uma estética expressionista, além de outros recursos, como manipulação de objetos e ilusionismo. A idéia é fugir do tradicionalismo circense, mostrando que o Circo-Teatro também pode andar de mãos dadas com o que existe de mais contemporâneo no teatro sem, é claro, perder sua essência e suas características formais básicas (fiquem tranqüilos: o telão pintado, a luz das ribaltas, a música ao vivo e as personagens arquetípicas ainda estarão lá). Durante o ano de 2011, os Peixes pretendiam dedicar-se integralmente à montagem. Infelizmente, devido aos muitos festivais dos quais participamos, isso não foi possível. Mesmo assim, muito foi feito pelo espetáculo: praticamente encerramos a montagem do 1º ato e demos passos importantes no trabalho de plasticidade corporal, manipulação e técnica circense. Agora, em 2012, é correr contra o tempo para que, se tudo der certo, consigamos estrear em Julho. Tomara!


2 – CIRCULAÇÃO DE ESPETÁCULOS

Nós não queríamos, mas aconteceu! Em janeiro, durante a reunião de coordenação dos Peixes, ficou combinado que nós não iríamos fazer grandes temporadas. Que faríamos uma ou outra apresentação. Pra quê? Em 2011, somamos nada mais nada menos que onze apresentações (sendo 8 de “Eles são Seis Cômicos” e 3 de “Vamos à Guerra, Filhos da Terra!”). A título de curiosidade: fazemos oito apresentações por ano quando assumimos temporadas.

Mas não nos arrependemos! Muito pelo contrário! Foram experiências muito enriquecedoras! Vamos a elas:

A – Abertura da Oficina “Redescobrindo o Circo-Teatro”

O primeiro dia da segunda edição de nossa oficina teve como abertura a apresentação dos formandos 2010. Ainda em seu formato original, “Eles são Seis Cômicos” mostrou aos Peixes-aprendizes qual seria o objetivo da oficina. E também mostrou aos formandos 2010 que o espetáculo não morreria no final do curso. Pelo contrário! Que aquilo seria só o começo. E realmente foi!

B – VIII Festival de Peças Curtas de Sumaré 
Peixes indo para a premiação de Sumaré

O festival de Sumaré foi um divisor de águas para os “Seis Cômicos”. Foi o momento em que decidimos realmente investir no espetáculo, reestruturando as cenas, fazendo modificações em cenário, maquiagem e figurino. Também foi um marco na história dos Peixes: a primeira vez em que saímos de São Paulo para participar de um festival de longa duração (foram três dias em que ficamos alojados na cidade, compartilhando momentos muito prazerosos com outros grupos e fazendo muitos amigos). O resultado não poderia ter sido melhor: duas indicações ao prêmio de melhor ator (Danilo Gomes e Rafael Garcia), indicações aos prêmios de melhor cenografia, figurino e maquiagem, e o prêmio de melhor sonoplastia. Se pensarmos que foram quase 30 espetáculos em todo o festival, 5 indicações e um prêmio não é um resultado tão insignificante...

C – Volta ao Teatro Ruth Escobar

Em Julho, um momento que esperávamos há quatro anos: a volta dos Peixes ao Teatro Ruth Escobar. Para quem não sabe, a estréia dos Peixes – com o espetáculo “A Mansão Veit” – se deu justamente no Ruth Escobar. Agora, quatro anos depois, voltamos ao mesmo palco (a sala Gil Vicente) com um trabalho muito mais amadurecido. Em geral, foram três dias em que lotamos o teatro com o espetáculo “Vamos à Guerra, Filhos da Terra!”. Matamos a saudade do teatro (que, apesar dos quatro anos, ainda tem aquele ar de “nossa casa”) e ficamos na torcida para que, em Julho de 2012, voltemos lá com mais um espetáculo.

 D – Intervenção na PIRACEMA

A segunda edição da PIRACEMA (da qual falaremos mais detalhadamente) foi um sucesso. Ao todo, foram quatro dias pelos quais passaram 14 grupos/artistas, somando 29 atrações. Até onde sabemos, é o maior evento voltado ao teatro amador na cidade de São Paulo. E foi o palco para mais uma intervenção dos “Seis Cômicos”. Ali, já se anunciavam novas mudanças. Muita coisa estava por vir...

E – II Festival de Teatro de Cerquilho

De volta ao palco do Teatro Municipal de Cerquilho
Está aí outro teatro que, entra ano, sai ano, continua sendo uma casa para os Peixes. O teatro municipal de Cerquilho, cuja inauguração se deu no fim de 2009, há dois anos nos recebe de braços abertos, com imenso respeito pelo nosso trabalho e carinho por nossos artistas. Já é praticamente uma tradição para os Peixes abrir o festival de Cerquilho, sem falar na sensação de que estamos contribuindo para com a formação de público na cidade. É tão bom fazer algo assim! Em 2011, Cerquilho foi o palco de estréia da nova versão dos “Seis Cômicos”. Totalmente modificado, o espetáculo assumia um aspecto mais infantil. Agora, a peça conta a história de seis cômicos (representados, arquetipicamente, por cores) envolvidos em seus jogos de imaginário. Tudo isso costurado pelas entradas das “caixas de brinquedo” que cada um possui. Foi um excelente teste para um dos grandes desafios que os Peixes enfrentariam em 2011: a primeira participação na categoria infantil de um festival de grande porte!

F – XI Festival de Cenas Curtas de Paranapiacaba

Ir a Paranapiacaba a turismo é fácil. Agora, ir a Paranapiacaba para mostrar um pouco de sua arte é fabuloso. Apesar da chuva, da neblina e das péssimas condições da estrada de terra, levamos as caixas dos “Seis Cômicos” até as dependências do Clube Lyra Serrano para interagir durante um dia inteiro com outros grupos de várias partes do estado. Foi uma ótima oportunidade para rever velhos amigos, além, é claro, de levar um pouco do colorido que já é característico dos Peixes. Só achamos que o festival poderia proporcionar mais momentos de interação entre os grupos. Quem sabe no futuro...

G – III Festival de Teatro Cidade de São Paulo

Sem sombras de dúvida, um dos nossos festivais prediletos (primeiro, porque não precisamos sair de nossa cidade; segundo, porque sempre competimos com amigos muito queridos; terceiro, porque é possível verificar uma evolução na qualidade dos trabalhos dos grupos que sempre participam). Por ser altamente competitivo, o festival nos inspira a levar apenas o melhor de nosso trabalho. Sempre que somos aprovados para o evento, nos sentimos na obrigação de fazer bonito, de dar o sangue. É uma verdadeira inspiração! Quase uma escola. Em 2010, entramos no festival receosos, com a cabeça baixa, com medo de sermos considerados um “grupo menor”, repleto de “artistas amadores”. O resultado: quatro indicações (melhor texto original, melhor atriz coadjuvante, melhor ator e melhor atriz). Agora, um pouco mais seguros e extremamente encorajados pela organização do festival, chegamos não nos considerando menores, mas iguais aos nossos colegas artistas. Dispostos a mostrar o nosso trabalho e a conhecer um pouco o dos outros. Em geral, chegamos com a intenção de trocar experiências e fazer mais amigos, como é de costume. Confesso que, durante o festival, a preocupação foi aumentando: eram muitos espetáculos de qualidade e, cada vez mais, o nosso parecia brincadeira de criança. Aí, me lembrava que o nosso trabalho REALMENTE era uma brincadeira de criança! É disso que os “Seis Cômicos” tratam! E não poderia ter sido melhor: tivemos uma apresentação muito divertida, com as crianças participando em todos os momentos! Muitas reclamaram aos pais quando a peça acabou: não queriam ir embora. Queriam continuar ali, rindo conosco. Esse foi nosso maior prêmio! Mesmo assim, ainda teríamos agradáveis surpresas na noite de premiação: duas indicações técnicas (melhor cenário e figurino), uma indicação para melhor ator (Rafael Garcia) e, as maiores surpresas de todas, o prêmio de melhor produção (Carmem Garcia) e as indicações aos prêmios de melhor direção (André Domicciano) e espetáculo! Realmente, o festival de São Paulo tem sido uma escola para os Peixes. Exige o nosso melhor! E é bom ver que todo o nosso esforço, trabalho e estudo têm sido recompensados!

H – Pipoca Cultural no SESI Vila Leopoldina

Em Outubro tem o dia das crianças. E foi por causa delas que recebemos o inusitado convite do SESI Vila Leopoldina para participar do Pipoca Cultural – um evento repleto de shows, espetáculos teatrais, oficinas e brincadeiras para as crianças. Só por ser um evento para as crianças, nós já toparíamos. Mas, admitamos, quem não quer ser CONVIDADO para apresentar no SESI? Mesmo com a chuva (que acabou cancelando boa parte da programação externa do evento), fomos até lá fazer a alegria da criançada! E que público! Nunca fomos tão bem recebidos. Esperamos que a experiência se repita no futuro!

I – I FESTEX

Encerrando a circulação dos espetáculos em 2011, fomos até o recém-inaugurado Teatro Real, em São Caetano, participar do primeiro Festival de Cenas Extraordinárias. Com um aspecto de sarau, o festival assemelha-se aos muitos festivais de peças curtas dos quais participamos este ano (na verdade, assemelhou-se bastante ao festival de Paranapiacaba). Apesar de sairmos de lá tarde da noite, foi bom poder contribuir com o nosso trabalho para com a inauguração do espaço. E ficam os nossos votos para que essa não seja uma experiência única! Que novas edições do festival ocorram!


3 – OFICINA “REDESCOBRINDO O CIRCO-TEATRO”

O que temos para falar da edição 2011 de nossas oficinas?

Foi simplesmente fantástico! Uma experiência única que, se tudo der certo, conseguiremos repetir em 2012.

Tudo nessa oficina atendeu às nossas expectativas: tivemos um grupo excelente de artistas-aprendizes, conseguimos trabalhar o conteúdo exatamente como gostaríamos, a divisão de disciplinas funcionou perfeitamente e as apresentações no meio e no fim do ano surpreenderam a tudo e a todos!


No geral, saímos dessa experiência extremamente satisfeitos! Em 2010, a oficina, apesar de bem-sucedida e ter gerado bons frutos, teve uma série de falhas (principalmente as relacionadas ao espaço físico em que eram realizadas) que prejudicou o andamento das coisas. Mas, como sempre fazemos, analisamos cada uma das falhas para que elas não se repetissem em 2011. E não é que deu certo? Claro que sempre existem alguns pontos falhos que precisarão ser revistos mas, no geral, deu tudo muito certo!

Agora, é trabalhar para que os bons frutos de 2011 sejam como os de 2010! Como dissemos aos queridos Alevinos (os Peixes-aprendizes) no dia da formatura: isso não é o fim, mas o começo!


4 – PIRACEMA: ENCONTRO DE TEATRO AMADOR

Outra experiência que, em 2011, superou as expectativas!


Sabíamos que a segunda edição da PIRACEMA iria ser bem maior que a primeira, mas não tínhamos dimensão do quanto. Agora, fica a preocupação: se a segunda foi tão grande, como será a terceira???

Questões como espaço e logística serão centrais na organização da terceira edição do único encontro de teatro amador de São Paulo. A proposta continua sendo a mesma: um espaço para a troca de experiências. Então, valorizaremos os momentos em que a interação entre os grupos seja fundamental.

Muitas dúvidas irão surgir: quem serão os novos grupos participantes? Será que o espaço que utilizamos nas duas primeiras edições comportará um evento maior? Que atividades serão mantidas? Etc, etc, etc.

De qualquer forma, não tem como não sair satisfeito com a PIRACEMA 2011. Foi realmente um espaço de troca. Um ambiente favorável ao amadurecimento dos trabalhos, ao aprendizado e em favor do espaço ideológico do artista amador. Enquanto tivermos força, lutaremos para que esse evento seja mantido. E que cresça mais e mais!
 
A família Peixes crescendo cada dia mais
Assim termina 2011. Um ano de aprendizado. De conquistas. De amizades. E cada vez mais percebemos que fazer teatro não é só subir no palco, com uma roupa “bonitinha” e com o texto “decoradinho”. Fazer teatro é estar engajado politicamente (o que não significa que precisamos defender um partido), é ter noção de nossa importância enquanto agentes culturais e históricos. Teatro é amor, mas também é estudo. É alegria, mas também é suor. É diversão, mas também é trabalho. Não é só amando o teatro que conseguiremos o nosso melhor. Só amadureceremos nosso trabalho com estudo e dedicação. Então, olhemos para as nossas conquistas não com a sensação de orgulho, mas com o peso da responsabilidade. Se hoje conseguimos algo, não é porque somos “bons”. É porque lutamos para que desse certo. E amanhã isso será exigido de nós. Amanhã teremos de ser muito melhores do que fomos hoje.


A conquista não é um orgulho. A conquista é uma responsabilidade.



E que venha 2012! Com as dez na mão!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Conclusão de "Redescobrindo o Circo-Teatro" 2011


  
O último fim de semana marcou o fim de um ciclo. Nele, nossos dezesseis artistas-aprendizes (carinhosamente chamados de Alevinos) subiram ao palco para encantar o público com dois excelentes espetáculos circenses: "Se o Anacleto soubesse..." - texto tradicional muito montado nos circos da década de 40 - e "Lá em cima do piano..." - o texto de André Domicciano mais montado em todo o território nacional.


Em Agosto, os Alevinos tiveram sua primeira experiência junto ao público levando pequenas cenas extraídas dos textos "A Mulher do Trem", "Burundanga", "O Inglês Maquinista" e "Quem casa quer casa" para a PIRACEMA - Encontro de Teatro Amador. Agora, mais amadurecidos, era necessária uma montagem mais complexa como conclusão de curso. Por isso, escolhemos dois textos de 3 atos, porém relativamente curtos (com aproximadamente uma hora cada) para trabalharmos.


A noite começou com a abertura das portas do auditório do Centro Cultural do Jabaquara e a intervenção "Os Judeus" que, tirando o público para dançar, já introduziu o clima festivo do Circo-Teatro. Nada de "clima de teatro" (cortina fechada, música - playback - de fundo e espera nas cadeiras), aqui tudo é feito às claras! O público entra, a cortina já está aberta, a luz está acesa e os músicos estão tocando. Quando a última pessoa se senta, a peça começa.


E que peça! Na verdade, que peças!

"Se o Anacleto soubesse..." encanta do início ao fim. Na história, o acuado (porém libertino) Anacleto tem suas vontades podadas pela esposa ditadora, Filoca. Junto com seu amigo, o pilantra Tobias, arma um plano para sair à noite, para a gandaia. O problema é que a esposa de Tobias, Joana, e a amante de Anacleto, Fifi, aparecem, colocando em risco o plano dos farristas.


Trata-se de uma típica comédia rasgada, abusando dos quiproquós e dos disfarces, levando o público ao riso com extrema facilidade. Não bastasse isso, tudo na montagem dos Alevinos agradou: a interpretação baseada na tipologia, o cenário tradicional (com telão pintado) e os belos figurinos.


 Após o espetáculo, o público pôde conferir uma intervenção de Danilo Gomes no saguão do Centro Cultural enquanto o palco era preparado para o próximo espetáculo. Às 20h, a porta volta a se abrir e o público é recebido pelas criadas Benedita e Margarida que, com grande poder improvisacional, divertiram a entrada para "Lá em cima do piano...".


"Lá em cima do piano..." é uma história repleta de mistérios encarados de forma caricatural. A peça conta a história de Dr. Paulão, um velho geriatra que, à beira da falência, se vê obrigado a vender seu asilo para uma freira mesquinha. No entanto, a chegada do advogado Vaz de Lima pode salvá-lo da situação. É nesse momento que começa o mistério: uma das internas, Dona Concheta, foi cruelmente assassinada e a única pista é um copo de veneno deixado em cima do piano.


Repleta de poses plásticas e situações inusitadas, a montagem chegou a arrancar aplausos em cena aberta, levando o público às gargalhadas. O talento individual dos atores também foi extremamente trabalhado no espetáculo, valorizando habilidades com a música, a dança e o canto.


Terminado o espetáculo, os atores foram convidados a participar de um breve bate-papo com a plateia para responder a algumas dúvidas sobre o processo de aprendizagem e, é claro, ouvir os muitos elogios. Questões relacionadas aos textos, à música, à criação de personagens e ao corpo foram as mais recorrentes, indicando que todo o trabalho realizado durante o ano não passa despercebido pelo público. Muito pelo contrário! Salta aos olhos!


Em geral, foi uma noite mágica! O dia 10 de Dezembro de 2011 entra para a história dos Peixes da melhor forma possível: com muito olho aceso, peito aberto e, o mais importante, diversão! Tudo encarado com grande profissionalismo, estudo e respeito.


Parabéns a todos os nossos Alevinos! Afinal, filho de peixe, peixinho é!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Fim de ano é com os Peixes!

O final de 2011 se aproxima e, com ele, o encerramento das atividades dos Peixes.

Após um ano extremamente movimentado (oficina, PIRACEMA, temporada no Teatro Ruth Escobar e cinco Festivais de Teatro), é hora de arrumar as coisas para um tradicional fim de ano com os Peixes.

O grande atrativo desse período fica por conta das apresentações de conclusão de curso da Oficina "Redescobrindo o Circo-Teatro" 2011. Nessa edição, escolhemos dois espetáculos circenses (um tradicional e um contemporâneo) para montar com nossos alunos. Abaixo, maiores informações sobre cada um deles:


SE O ANACLETO SOUBESSE...


Um dos textos de Circo-Teatro mais tradicionais, "Se o Anacleto soubesse..." caracteriza-se por ser um espetáculo montado até hoje por cias. teatrais (independentemente de serem circenses ou não) e por ter uma autoria duvidosa (existem pelo menos três autores que disputam o cargo). De todo modo, é o típico espetáculo que garante casa cheia no circo, fazendo o público rir do começo ao fim.

A peça conta a história de Anacleto, o típico marido libertino que tem suas vontades podadas pela esposa ditadora. Um dia, ele e seu amigo Tobias resolvem bolar um plano para enganar Filoca - a esposa - e sair para a farra. No entanto, a amante de Anacleto e a esposa de Tobias aparecem na casa, podendo colocar tudo a perder. Uma intriga repleta de quiproquós e disfarces, características das comédias circenses.


Se o Anacleto soubesse...
Texto tradicional circense
Direção: Luanda Mangeni e Plínio Garcia

Data e horário: Dia 10 de Dezembro, às 18:30h.
Local: Centro Cultural do Jabaquara (R. Arsênio Tavolieri, 45 - Jabaquara, São Paulo/SP)

Classificação livre
Entrada gratuita



LÁ EM CIMA DO PIANO...


Um dos textos de André Domicciano mais montados em todo o território nacional (com destaque para as montagens realizadas em Salvador/BA, Mossoró/RN e Concórdia/SC), caracteriza-se por nunca ter sido encenado pela Cia. Teatral Um Peixe. 

O espetáculo conta a história do Dr. Paulão, dono de uma casa de repousos à beira da falência. Em um momento de desespero, o velho geriatra se vê obrigado a vender o imóvel para a Irmã Bernadete, uma freira ambiciosa, mesquinha e egoísta. Mas a visita do ilustre advogado Vaz de Lima, sobrinho de uma das internas; do bandido Sirigüela, o homem de duas mãos esquerdas; e o assassinato de Dona Concheta podem mudar todo o rumo da história. Quem poderá salvar os velhinhos da casa de repouso? Quem terá matado Dona Concheta? A única pista que existe é essa: lá, em cima do piano, tem um copo de veneno... 


Lá em cima do piano...
De André Domicciano
Direção: André Domicciano e Carmem Garcia

Data e horário: Dia 10 de Dezembro, às 20h.
Local: Centro Cultural do Jabaquara (R. Arsênio Tavolieri, 45 - Jabaquara, São Paulo/SP)

Classificação livre
Entrada gratuita


Para finalizar oficialmente as atividades, os Peixes irão realizar a cerimônia de encerramento da Oficina "Redescobrindo o Circo-Teatro" 2011 no dia 17/12, a partir das 18h, no Centro Cultural do Jabaquara. Será o dia em que daremos o retorno crítico das apresentações de conclusão aos nossos artistas-aprendizes, além, é claro, de entregarmos os certificados e comemorarmos com alguns comes e bebes. O convite, como não poderia deixar de ser, se estende a todos os nossos amigos e familiares. É uma festa para todos que fazem parte de nossa história!

Então, anotem na agenda: dia 10/12, apresentação de conclusão de curso da Oficina "Redescobrindo o Circo-Teatro" 2011 a partir das 18:30h e dia 17/12, festa de encerramento, a partir das 18h. Ambas no Centro Cultural do Jabaquara!

Nos vemos lá! 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Os Peixes em números

Peixes no SESI Vila Leopoldina

Desde o ano de 2010, o projeto “Redescobrindo o Circo-Teatro” vem recebendo apoio de Leis de Incentivo municipais, contribuindo, dessa forma, para com o avanço na pesquisa da teatralidade circense, o desenvolvimento de novas técnicas e estéticas da linguagem, e a formação de novos artistas interessados em difundir tal conhecimento. Com isso, a oficina “Redescobrindo o Circo-Teatro” acabou se diferenciando de outras oficinas do gênero por:

1. Ser a única oficina de Circo-Teatro de longa duração no Estado de São Paulo;

2. Desenvolver nos artistas-aprendizes conhecimentos acerca da História do Circo Universal e do Circo Brasileiro, História Política e Econômica do Brasil Colonial, História do Teatro Brasileiro no século XIX e Estéticas do Circo-Teatro no início do século XX;

3. Ministrar aulas técnicas de Cenografia para Circo-Teatro; Maquiagem, Figurinos e Adereços circenses; Iluminação; e Música para Teatro;

4. Ter um programa pedagógico que valoriza o artista iniciante, desenvolvendo técnicas de interpretação circense, expressão corporal plástica, expressão vocal para ambientes abertos e introdução a movimentos básicos de acrobacia de solo;

5. Possuir atividades inteiramente gratuitas, permitindo, dessa forma, a comunicação do conhecimento às camadas com menor acesso à educação e à cultura;

6. Viabilizar a continuidade do trabalho dos artistas-aprendizes, inserindo-os em companhias de Circo-Teatro ou incentivando a criação de novos grupos, a realização de apresentações e a participação em festivais e encontros de nível estadual;

7. Apoiar os artistas-aprendizes já formados através de programas de consultoria e treinamento continuado, adotando um sistema de parceria entre grupos-aprendizes e grupo-mestre.


Sendo assim, a Cia. Teatral Um Peixe pretende contribuir, cada vez mais, para com a pesquisa e desenvolvimento de técnicas e estéticas da teatralidade circense, gênero esse tão desprovido de referenciais teóricos e práticos no atual cenário circense.
 
Desde o ano de 2010, a Cia. Teatral Um Peixe tem realizado seu maior projeto, “Redescobrindo o Circo-Teatro”, tendo a oficina de teatralidade circense como principal ação. Em sua primeira edição, a oficina recebeu cerca de 30 inscritos, dos quais apenas 15 tornaram-se artistas-aprendizes. Como projeto de conclusão de curso, os aprendizes montaram o espetáculo “Eles são Seis Cômicos”, de criação coletiva. Hoje, o espetáculo tem circulado por todo o Estado de São Paulo, participando de Festivais de nível estadual, e angariando diversos prêmios e indicações.

A segunda edição da oficina, ainda em andamento, recebeu aproximadamente 120 inscritos para as 40 vagas disponíveis, atingindo, dessa forma, diversas regiões do município de São Paulo e arredores, conforme o gráfico:


Também foi percebido, na edição 2011, um aumento do interesse entre as pessoas com mais de 30 anos (no ano de 2010, foram apenas 2 ocorrências). No entanto, a faixa etária mais atendida pelo projeto “Redescobrindo o Circo-Teatro” continua sendo entre 20 e 22 anos de idade.


O próximo gráfico mostra a procura de acordo com o gênero dos candidatos a artistas-aprendizes. Como se pode ver, aproximadamente 67% das pessoas que procuram as oficinas são mulheres:


Por fim, o último gráfico demonstra o grau de instrução dos candidatos. Por “Inexperientes” considerou-se pessoas com pouca ou nenhuma experiência em circo ou teatro. “Experientes” são, então, pessoas que já participaram de alguma atividade teatral ou circense, em escolas, grupos ou espaços culturais:


A partir da análise dos gráficos, concluímos que as oficinas “Redescobrindo o Circo-Teatro” atingem grande parte do município de São Paulo, atendendo representantes de todas as regiões da cidade, com destaque para os habitantes da Zona Sul, Leste e Centro Sul. Também é visível a alta procura por parte de pessoas de fora do município. No quesito idade, nota-se o aumento na procura por parte de pessoas com mais de 30 anos. Gera interesse saber que o público atendido é formado, em sua maioria, por mulheres e por pessoas com certa experiência no campo artístico (apesar da pouca diferença quantitativa entre as duas categorias: 47 inexperientes x 55 experientes). Por fim, é importante ressaltar que esta análise foi feita a partir das fichas de inscrição dos artistas-aprendizes, tendo em vista que nem todas encontravam-se completas e, portanto, não foram computadas no levantamento.

Com isso, a Cia. Teatral Um Peixe assume um compromisso com a sociedade, buscando atingir cada vez mais pessoas nas várias regiões do município, independente de idade, gênero, condição financeira e experiência teatral, tendo sempre como foco as ações em regiões desprovidas de equipamentos públicos ou onde seja necessária a formação de público. Para tanto, investiremos sempre na qualificação de nossos profissionais, procurando levar ações de qualidade artística à comunidade.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Cadastro de Grupos Amadores

Como muitos sabem, uma das iniciativas da Cia. Teatral Um Peixe é criar um novo Núcleo de Teatro Amador na Cidade de São Paulo. O primeiro passo para isso foi dado com a criação da PIRACEMA - Encontro de Teatro Amador de São Paulo que, desde 2010, garante um espaço físico e ideológico para que os amadores se encontrem e troquem experiências.

Tendo em vista a quantidade de grupos amadores espalhados pelo município e arredores, decidimos criar um Banco de Dados para, dessa forma, facilitar o contato entre os muitos coletivos. Para fazer parte desse Banco, basta fazer o download da Ficha Cadastral AQUI e enviar para o email indicado.

O preenchimento da Ficha automaticamente autoriza o envio de informações a respeito das ações realizadas pelos grupos já cadastrados. Também facilita um eventual contato e convite para participar das próximas edições da PIRACEMA - Encontro de Teatro Amador de São Paulo. Por fim, tal iniciativa permitirá que um levantamento de dados seja realizado, buscando determinar quantos coletivos amadores temos no município, dividindo-os por região, linha de pesquisa e tempo de atuação.

Então, se você faz parte de algum grupo amador, contribua com a construção do Núcleo de Teatro Amador de São Paulo. Só assim conseguiremos garantir que o nosso espaço continue sendo NOSSO!

Por uma classe unida, ativa e forte!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Peixes estão entre os melhores infantis de São Paulo



Ontem, dia 11 de Outubro de 2011, ocorreu a cerimônia de premiação da 3ª edição do Festival de Teatro Cidade de São Paulo no Teatro União Cultural.

Foram mais de 400 inscritos, dentre os quais apenas vinte espetáculos (12 adultos e 8 infantis) foram escolhidos. Durante um mês, os selecionados ocuparam o palco do Teatro União Cultural fazendo uma das maiores festas do teatro municipal.

A Cia. Teatral Um Peixe, pelo segundo ano consecutivo, participa do festival. Dessa vez, o espetáculo escolhido foi "Eles são Seis Cômicos", a primeira montagem infantil da companhia que, desde dezembro de 2010, encanta o público com brincadeiras características da encenação circense.


Neste ano, o espetáculo não só agradou ao público (que interagiu em todos os momentos dos quase 80 minutos de espetáculo) mas também ao corpo de jurados, angariando, dessa forma, o prêmio de Melhor Produção e indicações aos prêmios de Cenografia, Figurino, Ator, Direção e Espetáculo.

Com isso, "Eles são Seis Cômicos" compõe o panteão de melhores espetáculos infantis de São Paulo, ao lado do vencedor "Pererê, em busca do Saci", da Cia. Dom Caixote, e "Malas, palhaços e cambalachos", da Cia. Espontânea de Teatro.

Abaixo, o resultado da premiação:

PRÊMIO MELHOR CENOGRAFIA INFANTIL:

"Pererê, em busca do Saci" (Cia. Dom Caixote)
"Malas, palhaços e cambalachos" (Cia. Espontânea de Teatro)
"Eles são Seis Cômicos" (Cia. Teatral Um Peixe)

PRÊMIO MELHOR CENOGRAFIA ADULTO:

"Corações de Poe" (Núcleo Teatral Pimenta no Sal Grosso)
"A Festa de Aniversário" (Cia. Dom Caixote)
"Os Boêmios de Adoniran" (Cia. Interiorando de Teatro) 

PRÊMIO MELHOR FIGURINO INFANTIL:

"Malas, palhaços e cambalachos" (Cia. Espontânea de Teatro)
"Eles são Seis Cômicos" (Cia. Teatral Um Peixe)
"Dona Encrenca e os 5 Desafios" (Cia. Faz de Conta)

PRÊMIO MELHOR FIGURINO ADULTO:

"Corações de Poe" (Núcleo Teatral Pimenta no Sal Grosso)
"A Festa de Aniversário" (Cia. Dom Caixote)
"Os Boêmios de Adoniran" (Cia. Interiorando de Teatro)

PRÊMIO MELHOR ILUMINAÇÃO INFANTIL:

"Pererê, em busca do Saci" (Cia. Dom Caixote)
"O diferente faz a diferença" (Cia. Amante de Teatro)
"Maria Borralheira" (Núcleo Experimental do CIL)

PRÊMIO MELHOR ILUMINAÇÃO ADULTO:

"Decote" (Cia. Desbravadores 28)
"A Festa de Aniversário" (Cia. Dom Caixote)
"Corações de Poe" (Núcleo Teatral Pimenta no Sal Grosso)

PRÊMIO MELHOR ATOR COADJUVANTE INFANTIL:

"Pererê, em busca do Saci" (Cia. Dom Caixote)
"O diferente faz a diferença" (Cia. Amante de Teatro)
"Pererê, em busca do Saci" (Cia. Dom Caixote)

PRÊMIO MELHOR ATOR COADJUVANTE ADULTO:

"Os Boêmios de Adoniran" (Cia. Interiorando de Teatro)
"Os Boêmios de Adoniran" (Cia. Interiorando de Teatro)
"Decote" (Cia. Desbravadores 28)

PRÊMIO MELHOR ATRIZ COADJUVANTE INFANTIL:

"Maria Borralheira" (Núcleo Experimental do CIL)
"Malas, palhaços e cambalachos" (Cia. Espontânea de Teatro)
"Maria Borralheira" (Núcleo Experimental do CIL)

PRÊMIO MELHOR ATRIZ COADJUVANTE ADULTO:

"Os Boêmios de Adoniran" (Cia. Interiorando de Teatro)
"Cidade dorme" (Cia. Temt)
"Os Boêmios de Adoniran" (Cia. Interiorando de Teatro)

PRÊMIO MELHOR PRODUÇÃO INFANTIL:

"Malas, palhaços e cambalachos" (Cia. Espontânea de Teatro)
"Pererê, em busca do Saci" (Cia. Dom Caixote)
"Eles são Seis Cômicos" (Cia. Teatral Um Peixe)

PRÊMIO MELHOR PRODUÇÃO ADULTO:

"Os Boêmios de Adoniran" (Cia. Interiorando de Teatro)
"Corações de Poe" (Núcleo Teatral Pimenta no Sal Grosso)
"Uma certa Carmen" (Grupo Oba! de Teatro) 

PRÊMIO MELHOR ATOR INFANTIL:

"Histórias dus Avessos" (Cia. Experimental de Teatro Arte sem Nome)
"Malas, palhaços e cambalachos" (Cia. Espontânea de Teatro)
"Eles são Seis Cômicos" (Cia. Teatral Um Peixe) 

PRÊMIO MELHOR ATOR ADULTO:

"O Minuto depois" (Cia. Azenha de Teatro)
"Os Boêmios de Adoniran" (Cia. Interiorando de Teatro)
"Os Boêmios de Adoniran" (Cia. Interiorando de Teatro)

PRÊMIO MELHOR ATRIZ INFANTIL:

"Dona Encrenca e os 5 Desafios" (Cia. Faz de Conta)
"Pererê, em busca do Saci" (Cia. Dom Caixote)
"Maria Borralheira" (Núcleo Experimental do CIL)

PRÊMIO MELHOR ATRIZ ADULTO:

"A Festa de Aniversário" (Cia. Dom Caixote)
"Corações de Poe" (Núcleo Teatral Pimenta no Sal Grosso)
"O Minuto Depois" (Cia. Azenha de Teatro)

PRÊMIO MELHOR DIREÇÃO INFANTIL:

"Malas, palhaços e cambalachos" (Cia. Espontânea de Teatro)
"Eles são Seis Cômicos" (Cia. Teatral Um Peixe)
"Pererê, em busca do Saci" (Cia. Dom Caixote)

PRÊMIO MELHOR DIREÇÃO ADULTO:

"Decote" (Cia. Desbravadores 28)
"Os Boêmios de Adoniran" (Cia. Interiorando de Teatro)
"Corações de Poe" (Núcleo Teatral Pimenta e Sal Grosso)

PRÊMIO MELHOR ESPETÁCULO INFANTIL:

"Eles são Seis Cômicos" (Cia. Teatral Um Peixe)
"Pererê, em busca do Saci" (Cia. Dom Caixote)
"Malas, palhaços e cambalachos" (Cia. Espontânea de Teatro)

PRÊMIO MELHOR ESPETÁCULO ADULTO:

"O Minuto Depois" (Cia. Azenha de Teatro)
"A Festa de Aniversário" (Cia. Dom Caixote)
"Os Boêmios de Adoniran" (Cia. Interiorando de Teatro) 
 

Dessa forma, encerra-se mais uma edição do Festival de Teatro Cidade de São Paulo. Aos grupos participantes, deixamos nossos parabéns pela excelência no trabalho. Também agradecemos à equipe do Teatro União Cultural e à organização do Festival por mais esta oportunidade. 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

[DIVULGAÇÃO] Festival de Teatro Cidade de São Paulo - 3ª Edição


Mais um ano de Festival de Teatro Cidade de São Paulo e mais um ano em que a Cia. Teatral Um Peixe participa do evento. Na edição anterior, os Peixes levaram o espetáculo "A Mansão Veit" para o Festival, tendo recebido indicações aos prêmios de melhor texto, melhor atriz coadjuvante, melhor ator e melhor atriz.

Neste ano, o espetáculo escolhido foi "Eles são Seis Cômicos", peça que recebeu o prêmio de melhor sonoplastia, duas indicações para o prêmio de melhor ator e indicações aos prêmios de melhor maquiagem, cenografia e figurino no VIII Festival de Peças Curtas de Sumaré.

Inscrito na categoria "Infantil" do Festival, o espetáculo conta a história de Seis Cômicos que, através de técnicas características da encenação circense, resolvem de forma inusitada as mais diversas situações. Nessa nova versão, o espetáculo apresentará diversas modificações. Portanto, se você acha que já viu tudo que os Seis Cômicos poderiam dar, melhor rever seus conceitos!

Mais do que nunca, os Peixes investirão no aspecto plástico-visual do espetáculo, buscando a simplicidade e a força do imaginário infantil. Muitas cores, formas e movimentos darão novo ar à brincadeira que, desde o final de 2010, tem encantado o público.


ELES SÃO SEIS CÔMICOS
Cia. Teatral Um Peixe

Comédia circense
Duração: 50 minutos
Classificação: Livre

Dia 8 de Outubro de 2011 (sábado), às 11h.
Teatro União Cultural (R. Mário Amaral, 209 - Paraíso/SP. Próximo ao metrô Brigadeiro)
Ingresso: R$30 (inteira) / R$15 (meia ou antecipado)
Telefone: (11) 2148-2904

Acessibilidade para portadores de deficiência física. Ar condicionado.
Estacionamento conveniado na Rua Teixeira da Silva, 540 (R$ 15,00).

Venda de ingressos:
Bilheteria: Quarta a domingo, das 13h às 21h. Aceita cheque e cartão de débito e crédito.
Vendas pelo telefone (11) 4003-2330 ou pelo site http://www.ingresso.com

Após o espetáculo, o grupo oferecerá um breve bate-papo com a plateia.



Abaixo, a relação de todos os espetáculos que participarão do Festival:

ADULTO – 21h

Dia 13 de setembro
A FESTA DE ANIVERSÁRIO
De Harold Pinter
Direção: Luiz Felipe Petuxo
Cia Dom Caixote

14 de setembro
DISCURSOS TRANCADOS NUMA ILHA VAZIA
de Renatho Costa
Direção: Lennon Thomaz
Baco Cia Teatral

15 de setembro
DECOTE
de Daniel Herz
Direção: Lívia Simardi
Companhia Desbravadores 28

20 de setembro
O MINUTO DEPOIS
Criação coletiva
Direção: Adriana Azenha
Cia Azenha de Teatro

21 de setembro
UMA CERTA CARMEN
De Ronaldo Ciambroni
Direção: Wanderley Martins
Grupo Oba! de Teatro

22 de setembro
OS BOÊMIOS DE ADONIRAN
De Juliana Lucilha
Direção: Milton Machado
Cia Interiorando

27 de setembro
MACABÉA
Inspirado na obra “A hora da Estrela” de Clarice Lispector
Direção: Lara de Bittencourt
Grupo Teatro Real

28 de setembro
O CORTIÇO
De Aluisio de Azevedo
Adap. e direção: Patrícia Mayer
Misancene cia teatral

29 de setembro
TIO VÂNIA
De Anton Tchekhov
Tradução: Millôr Fernandes
Direção: Erick Gallani
Cia Artística Théatron

4 de outubro
CORAÇÕES DE POE
De Edgar Allan Poe
Direção: Ed Fuster
Núcleo Teatral Pimenta no Sal Grosso

5 de outubro
CIDADE DORME
Texto e direção: George Vilches
Cia Temt

6 de outubro
A RUA DA AMARGURA
de Eduardo Garrido
Direção: Mônica Granndo
Cia Amante de Teatro


INFANTIL – 11h

17 de setembro
MALAS, PALHAÇOS E CAMBALACHOS
De Camilo Brunelli
Direção: Wagner de Miranda
Cia Espontânea de Teatro

18 de setembro
O DIFERENTE FAZ A DIFERENÇA
De Peterson Cupolillo
Direção: Gaby Vieira
Cia Amante de Teatro

24 de setembro
DONA ENCRENCA E OS 5 DESAFIOS
Texto e direção: Betina Rugna
Cia Faz de conta

25 de setembro
HISTÓRIAS DUS AVESSOS
De: Eduardo Braga
Direção: Josemar Ferreira e Fábio Serra
Cia Experimental de Teatro Arte Sem Nome
 
01 de outubro
MACACO ZEBRADO
Texto e direção: Leci Rech
Grupo Espelho Vivo

02 de outubro
MARIA BORRALHEIRA
De Silvio Romero
Adaptação: Vladmir Capella
Direção: Érika Bodstein e Valéria Marchi
Núcleo Experimental do CIL

08 de outubro
ELES SÃO SEIS CÔMICOS
Da Cia Teatral Um peixe
Direção: André Domicciano

09 de outubro
PERERÊ. EM BUSCA DO SACI
Dramaturgia de Paulinho Rocco
Direção: Luiz F Petuxo
Cia Dom Caixote

Maiores informações: http://www.teatrofest.com/saopaulo/